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Mundo

Presos em Hamburgo 6 supostos terroristas islâmicos

Durante buscas realizadas em Hamburgo, foram presos seis supostos terroristas islâmicos do Afeganistão Marrocos e Egito. Um teria mantido contato com Mohammed Atta, que chocou um avião com o World Trade Center.

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Um dos detidos em Hamburgo tinha contato com o kamikase Mohamed Atta (foto)

Outro suspeito foi detido e interrogado na Itália, simultanemanete, nesta quarta-feira. O Ministério Público de Hamburgo anunciou, ao mesmo tempo, que um funcionário da polícia da cidade foi demitido porque envolvera-se em atividades de grupos terroristas islâmicos.

Os seis detidos são acusados de ter se juntado para cometer atentados à base de um fundamentalismo islâmico agressivo e militante. Todos foram liberados, depois de interrogados e registrados pela polícia.

O funcionário que foi demitido da polícia de Hamburgo tem 41 anos, é originário do Marrocos, trabalhava na eliminação e foi apanhado pela polícia por causa de fraude com cartão de crédito. Ele mantinha contato com os suspeitos detidos nesta quarta-feira. Sua residência também foi revistada e ele foi imediatamente desligado da polícia.

As buscas feitas na livraria e seis residências espalhadas por vários bairros de Hamburgo começaram de manhã cedo. As primeiras suspeitas surgiram já no início de fevereiro passado, no lastro da operação fino que a polícia alemã realizou em todo país, em virtude da participação de estrangeiros residentes na Alemanha nos atentados de 11 de setembro. Inicialmente eram cinco suspeitos e agora são oito, todos homens de 28 a 51 anos de idade, oriundos do Marrocos, Afeganistão e Egito.

Foi aberto um inquérito policial, por suspeita de formação de uma associação terrorista, contra Abdelhak S. (32), Hatem S. (28), Abderrazek L. (39), Abdelghani M. (29), El Mostafa T. (42), Asadullah M. (48), Lahoucine S. (32) e Mohamed J. (51). Este último possui também a nacionalidade alemã.

O ponto principal das investigações é uma livraria em Hamburgo, de propriedade de um marroquino de 32 anos de idade. Lá se encontravam regularmente os integrantes de um grupo extremista antiocidental e antiamericano. Na batida policial, teriam sido apreendidas provas materiais cuja avaliação exige algum tempo, segundo o Ministério Público. Dada a gravidade das suspeitas, a Procuradoria Geral da República da Alemanha assumiu as investigações. Os suspeitos não teriam contato com a Al Qaeda de Osama Bin Laden, responsável pelos atentados em Nova Yorque e Washington, mas sim com grupos fundamentalistas islâmicos do Afeganistão, segundo o porta-voz da polícia federal de Hamburgo, Reinhard Fallak.