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Mundo

Presos do Oriente Médio serão trocados na Alemanha

Alemanha será palco de uma troca de prisioneiros entre Israel e o Hisbollah, acertada após longas negociações sob mediação de Berlim.

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Sharon responde a críticas: "troca justa e moral"

Israel e a milícia libanesa Hisbollah vão trocar prisioneiros em território alemão. A operação, a ser realizada provavelmente na próxima quinta-feira (29), sucedeu longas negociações mediadas pelo governo alemão. Um avião da Forças Aéreas alemãs deverá transportar de Beirute para Frankfurt o empresário israelense Elchanan Tennenboim, além trasladar os corpos de três soldados israelenses.

Em contrapartida, 435 prisioneiros palestinos, sírios, marroquinos, sudaneses e líbios deverão ser transportados com aviões israelenses até Colônia, onde serão diretamente enviados de volta para seus lugares de origem em dois airbuses da Forças Aéreas alemãs.

Israel dividido, Líbano satisfeito

O premiê israelense, Ariel Sharon, declarou que foi difícil acertar a troca, mas que considera a decisão "responsável e moral". Conservadores israelenses, entretanto, não pouparam Telavive de críticas. O ministro da Habitação, Effi Eitam, qualificou a troca como um erro, advertindo que o contato de Israel com a milícia Hisbollah e com o "mundo do terrorismo" poderá custar caro ao país.

O diário israelense Maariv, por sua vez, também alertou contra os riscos da medida, comentando que a troca não vai aumentar as chances de paz. O presidente libanês, Emile Lahoud, saudou o acordo, que - para ele - representa uma "vitória para todos os árabes e, em especial, para palestinos e libaneses".

Mestria diplomática

Para o governo alemão, a troca de prisioneiros entre Israel e o Hisbollah representa um grande sucesso diplomático. A atuação alemã remete ao início dos anos 90, quando o governo israelense pediu que Berlim assumisse a mediação nas negociações com o Hisbollah. A grande vantagem de ter a Alemanha como mediadora eram as relações tradicionalmente boas entre Berlim e o governo iraniano, considerado um dos principais financiadores do Hisbollah.

Um dos primeiros êxitos da mediação alemã foi a iniciativa de a milícia devolver os corpos de dois soldados israelenses, em 1996, em troca da libertação de 43 presos e da devolução dos restos mortais de mais 132 cidadãos libaneses. Em seguida, o Hisbollah libertou 17 membros do exército sul-libanês, sustentado por Israel. Em 1999, realizou-se com sucesso ainda uma outra troca sob mediação alemã.

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