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Economia

Presos alemães atrás de grades britânicas

Nem mesmo as penitenciárias alemãs escapam à era da globalização. O Estado alemão de Hessen contratou uma empresa britânica para administrar um novo presídio a partir de 2006.

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Prisão: assunto privado?

O conglomerado inglês de prestação de serviços Serco assumirá a administração da primeira penitenciária alemã terceirizada. O Estado de Hessen e a Serco fecharam um contrato de cinco anos, através do qual o governo estadual espera fazer considerável economia. Os verdes de Hessen vêem na semiprivatização um fator de risco.

Segundo a Secretaria da Justiça da capital Wiesbaden, o contrato tem um volume anual de 5,7 milhões de euros. A firma britânica assumirá o transporte dos presos, manutenção dos presídios, serviços médicos e vigilância por vídeo, assim como o funcionamento das cozinhas e oficinas, acompanhamento psico-pedagógico dos detidos e parte da administração.

Economizando 15%

Ao todo, a Serco será responsável por mais de 40% de todas as atividades dentro da instituição penitenciária. A Secretaria da Justiça teve que desistir dos planos de privatização integral devido a empecilhos legais. Segundo a revista Spiegel Online, o quadro de 132 funcionários públicos será reforçado por 99 empregados do conglomerado. O presídio, com capacidade para 502 detidos, ainda está em construção, com inauguração prevista para 2006.

O governo de Hessen espera reduzir os custos em 15%, ou 55 mil euros por mês, em relação às prisões exclusivamente públicas. Porém, o secretário da Justiça Christean Wagner garantiu que não se fará economia às custas da qualidade. Todas as tarefas desempenhadas pela Serco têm que estar pelo menos no padrão dos órgãos estatais.

Ameaça à segurança

O grupo inglês atua em todo o mundo no setor de prestação de serviços e administra diversas instituições penitenciárias no Reino Unido. Ele foi escolhido pelo Estado de Hessen após um processo de concorrência em nível europeu. Vinda originalmente da área de tecnologia informática, a Serco conta entre seus clientes a Comissão Européia, a Agência Espacial Européia e o governo regional e central italiano.

Apesar disso, os verdes não aceitam a idéia de uma prisão semiprivatizada, que vêem como um problema de segurança: "Wagner quer economizar e ao mesmo expandir o pessoal. Isso só é possível com mão-de-obra de baixa qualificação". Justamente esse tipo de pessoal seria, na visão do Partido Verde de Hessen, "consideravelmente mais suscetível a influências de dentro e de fora do presídio, em comparação com os funcionários penitenciários".

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