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Alemanha

Preso no Líbano segundo suspeito de colocar bomba em trem

Procurado com mandado de prisão internacional, Jihad Hamad entregou-se à polícia em Trípoli, para onde havia fugido após tentativa de atentado a trens na Alemanha. Berlim negocia sua extradição.

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Cartaz da polícia com que o suspeito era procurado

Pouco mais de três semanas após a descoberta de bombas de fabricação caseira em trens regionais em Dortmund e Koblenz, em 31 de julho, a Procuradoria Geral da República anunciou nesta quinta-feira (24/08) a prisão do segundo suposto autor dos atentados fracassados.

Segundo informações das autoridades de segurança alemãs, Jihad Hamad, de 20 anos, que viveu em Colônia até o final de julho, entregou-se à polícia na cidade portuária de Trípoli, no Líbano, seu país de origem. A Justiça alemã tenta obter sua extradição.

Hamad foi identificado com base nas imagens gravadas pelas câmeras de vigilância da estação ferroviária central de Colônia, em 31 de julho, e que levaram à detenção do primeiro suspeito, Youssef Mohammad, no último sábado (19/08). Nesta quarta-feira, o Departamento Federal de Investigações (BKA) havia divulgado uma foto do segundo suspeito.

Segundo o mandado de prisão, Hamad é acusado de "integrar uma organização terrorista, múltiplas tentativas de assassinato e de tentar provocar uma detonação de material explosivo".

A Procuradoria informou ainda que estão sendo procurados outros membros de uma associação terrorista, suspeitos de envolvimento nos atentados fracassados.

Provas de participação no crime?

Terror Deutschland Mutmaßlicher Bombenleger beim BGH vorgeführt

Youssef Mohammad foi preso no último sábado (19/08) em Kiel

De acordo com o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, os investigadores haviam encontrado na casa de Hamad, no bairro Ehrenfeld, em Colônia, uma série de provas do envolvimento do libanês no crime. A Procuradoria não quis confirmar nem desmentir esta informação.

Depois de colocarem as malas com bombas em trens com destino a Dortmund e Koblenz, Mohammad e Hamad inicialmente haviam fugido para Istambul, na Turquia, de onde seguiram rumos distintos. Hamad voltou à sua pátria.

Por motivos ainda desconhecidos dos investigadores, Mohammad retornou à Alemanha, sendo detido em Kiel (norte do país). Ele foi transferido para a prisão preventiva em Berlim, onde está sendo interrogado pelo BKA.

Questões em aberto

Embora os dois supostos terroristas mais procurados das últimas semanas tenham caído rapidamente na malha dos investigadores alemães, libaneses e da Interpol, várias questões continuam em aberto.

Na Alemanha, pergunta-se quais teriam sido os motivos dos dois libaneses. Há realmente uma organização terrorista por trás deles ou eles agiram isoladamente? Há indícios de que sejam criminosos frios ligados à Al Qaeda? Por que Mohammad retornou à Alemanha, depois da tentativa de atentado? E por que Jihad se entregou à polícia, conforme a versão da Procuradoria Geral da República? No Líbano, há rumores de que a polícia o atraiu para Trípoli. E o Líbano aprovará a extradição de um cidadão seu?

O procurador Rainer Griesbaum disse em entrevista coletiva em Karlsruhe que "entre Alemanha e o Líbano não existe um tratado de extradição, e que será preciso negociá-lo por via diplomática". Mesmo assim, a Justiça alemã está confiante de que Jihad será julgado na Alemanha. Também a chanceler federal alemã, Angela Merkel, conta com uma extradição rápida. Até agora, as autoridades libanesas teriam cooperado bastante, inclusive dando a pista para a prisão de Mohammad.

Novas medidas de segurança

A recente tentativa de atentado mostrou aos alemães que seu país não está imune ao terrorismo e, ao que tudo indica, resultará em novas medidas de segurança. Já está em discussão uma prorrogação e possível ampliação das leis antiterror pós-11 de setembro de 2001.

Segundo informações da agência de notícias DPA, está prevista para setembro próximo a aprovação de um cadastro nacional antiterror, destinado ao uso pela polícia e pelos serviços secretos. A vigilância por vídeo será ampliada. A internet, principal meio de comunicação e propaganda dos terroristas, será submetida a um controle mais rígido.

O debate sobre segurança desencadeado pelo perigo do terror gerou uma situação desagradável para quem não tem passaporte alemão. As entidades que representam os turcos e muçulmanos na Alemanha advertem que não se deve colocar os imigrantes sob suspeita geral. O presidente alemão, Horst Köhler, também se manifestou contra reações histéricas. "Deve-se reconhecer o perigo, mas não entrar em pânico", disse.

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