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Mundo

Preso em Hamburgo suposto cúmplice de pilotos suicidas

O estudante marroquino Mounir El Motassadek foi preso sob suspeita de apoio logístico aos terroristas que pilotaram aviões utilizados nos atentados nos Estados Unidos.

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Mohamed Atta, presumível piloto suicida de 11 de setembro

Mounir El Motassadek, estudante marroquino de 27 anos, foi preso pela polícia de Hamburgo sob a suspeita de ter prestado apoio direto aos terroristas Mohammed Atta, Marwan Al-Shehhi e Siad Jarrah, bem como a três outros suspeitos procurados com mandados de prisão. É a primeira prisão de um suposto cúmplice dos pilotos suicidas, 11 semanas após os atentados em Nova York e Washington.

Motassadek está sendo acusado de prestar apoio logístico a uma organização terrorista, declarou, em Karlsruhe, o procurador-geral da Alemanha, Kay Nehm.

Atta, Al-Shehhi e Jarrah eram os presumíveis pilotos dos aviões que se arrebentaram contra as torres do World Trade Center, em Nova York, e do que se precipitou sobre um campo nas proximidades de Pittsburg, em 11 de setembro. Motassadek era amigo íntimo de Atta, considerado o cabeça do "Grupo de Hamburgo", e assinou como testemunha o testamento que este fez em 1996, segundo a revista Stern.

Segundo os investigadores, o marroquino preso em Hamburgo administrava ainda uma conta bancária de Alshehhi, na qual foram depositadas várias vezes grandes somas, entre maio e novembro de 2000. O dinheiro teria servido para financiar as atividades dos terroristas, entre as quais as aulas de pilotagem nos Estados Unidos.

Polícia alemã busca outros três suspeitos

Estão sendo procurados há várias semanas, com mandados de prisão da Procuradoria Geral da Alemanha, Binalshibh, de 29 anos, Said Bahaji, alemão de origem marroquina, de 26 anos, e Zakariya Essabar, de 24 anos, suspeitos de terem participado do planejamento e dos preparativos dos atentados nos Estados Unidos.

Motassadek, que vivia há anos em Hamburgo, mantinha estreitos contatos tanto com os pilotos quanto com os três outros suspeitos, sendo freqüentador assíduo do apartamento na Marienstrasse 54, em Hamburgo, alugado por Atta, Bahaji, Binalshibh e Essabar. Casado e pai de um bebê, ele estudava, como alguns dos demais suspeitos, eletrotécnica na Universidade Técnica daquela cidade.

A Procuradoria Geral confirmou que Motassadek visitou, em 15 de maio, juntamente com outros universitários, a central atômica de Stade, onde o grupo assistiu a um filme, conversou com técnicos e conheceu a central de comando. O marroquino será interrogado pela Procuradoria Geral amanhã (29), em Karlsruhe.