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Alemanha

Preso assassino de brasileiras

O alemão de 35 anos que matou a facadas duas irmãs brasileiras, em Düsseldorf, foi preso numa cidade vizinha quase quatro semanas após os crimes, que ele já confessou.

Ralf Lindenkohl, de 35 anos, estava sendo procurado pela polícia como suspeito do assassinato das brasileiras Helena D., 35, e Danielle B., 25, a facadas, no dia 3 de outubro. Após semanas de fuga em sua bicicleta e de noites passadas em bosques, o suspeito foi preso pela polícia no sábado (26) à noite, diante de um shopping center em Duisburg, cidade da região do Ruhr, não distante de Düsseldorf, onde ocorreu o crime.

Confissão — Lindenkohl, há muito tempo desempregado, ainda levava consigo a faca com que matara as brasileiras e confessou logo no primeiro interrogatório, ainda durante a noite: "Sim, eu as matei a facadas! Matei o que amava", é como os jornais citam sua confissão.

O motivo é ciúme. O alemão tinha sido durante um ano namorado de Helena, que terminou com ele. As duas irmãs eram dançarinas do Phoenix Ballett, que se apresentava no restaurante Bossa Nova, do qual ele era freqüentador.

À polícia, Lindenkohl disse que não suportava saber que a ex-namorada, que não queria mais saber dele, estava trabalhando numa chamada "agência de acompanhantes". Foi ao apartamento dela, onde a matou depois de uma discussão. A irmã, que estava num aposento ao lado e acorreu aos gritos, acabou sendo assassinada também.

O Ministério Público expediu mandado de prisão por homicídio involuntário em dois casos.

Amigas negam — A versão de que as brasileiras fossem prostitutas é veementemente negada por amigas de Helena e Danielle, entre as quais Sunay Lisboa, a proprietária do Bossa Nova. Um grupo está organizando uma passeata na quarta-feira (30), para protestar diante da Promotoria de Düsseldorf. Jacia de São Pedro, amiga de Helena e Danielle, afirmou à DW-WORLD que Lindenkohl estava ameaçando sua ex-namorada há meio ano. Ela está convencida de que não só o homicídio foi premeditado, como Ralf também inventou o pretenso motivo do crime, pois as duas moças não trabalhariam para a agência.