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América Latina

Presidente interino toma posse e pede eleições na Venezuela

Após prestar juramento, Nicolás Maduro pediu ao Conselho Nacional Eleitoral que organize eleições presidenciais dentro de 30 dias. Oposição criticou permissão dada a Maduro para disputar o pleito sem abandonar seu cargo.

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tomou posse como presidente interino diante da Assembleia Nacional nesta sexta-feira (08/03), poucas horas após a cerimônia fúnebre do presidente Hugo Chávez, que morreu esta semana de câncer aos 58 anos de idade.

Depois de prestar juramento, o ex-motorista de ônibus e sindicalista Maduro, que havia sido designado pelo próprio Chávez como seu herdeiro político, pediu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) a definição da data da eleição presidencial, que segundo a Constituição do país, deve ser realizada no prazo de 30 dias.

Ainda na sexta-feira, o presidente interino nomeou como seu vice Jorge Arreaza, genro de Chávez e ministro da Ciência e Tecnologia. Casado com Rosa Virginia, a filha mais velha de Chávez, Arreaza ganhou visibilidade sobretudo na fase final da doença do líder venezuelano, que faleceu na última terça-feira.

Funeral com representantes de 54 países

A cerimônia fúnebre oficial do presidente venezuelano, chamado também de "el comandante" pelos seus seguidores, teve a presença de representantes de 54 países, incluindo 33 chefes de Estado e de governo. A presidente brasileira, Dilma Rousseff, esteve acompanhada do ex-presidente Lula.

O corpo de Chávez irá permanecer na Academia Militar, em Caracas, por pelo menos mais uma semana, para permitir as homenagens da população. Depois disso, será embalsamado e transportado para um local onde possa ser exibido em uma urna de vidro.

Fidelidade à revolução bolivariana

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Rosa Virginia e seu marido, Jorge Arreaza, no funeral de Chávez

"Eu não estou aqui por ambição pessoal. Assumo a faixa presidencial para proteger o povo, para defender e manter o compromisso de continuar a revolução e avançar com a independência e o socialismo bolivariano", disse Maduro ao tomar posse.

A cerimônia aconteceu em meio a críticas da oposição, que rejeitou a decisão do Tribunal Supremo de Justiça de endossar a posse e declarou que Maduro pode ser um candidato na eleição presidencial, sem que para isso abandone o cargo.

Entre os convidados da cerimônia de posse estavam o presidente do Equador, Rafael Correa, e os ex-presidentes Fernando Lugo, do Paraguai, e Manuel Zelaya, de Honduras.

Lealdade a Chávez

Maduro prestou juramento "pelas crianças, soldados, indígenas e camponeses" e "lealdade absoluta ao comandante Chávez" e disse que cumprirá a Constituição com o "punho de ferro de um povo que decidiu ser livre".

"Chávez nos disse que deveríamos conduzir o país a eleições livres. Nunca aspirei nenhum cargo, e muito menos o de presidente porque estava satisfeito com o chefe, o líder que tínhamos, e que tivemos em nosso coração até o último suspiro", acrescentou Maduro.

Pouco antes, o líder da oposição, Henrique Capriles Radonski, alegou que a proclamação de Maduro como presidente interino após a morte de Chávez "é uma fraude constitucional" e que foi uma orientação sugerida por Cuba.

RW/lusa/dpa/rtr
Revisão: Fernando Caulyt

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