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Mundo

Presidente grego propõe governo de especialistas

Após fracasso das negociações entre os partidos, presidente Karolos Papoulias propõe formação de governo suprapartidário de tecnocratas sem ligações com a política.

O presidente da Grécia, Karolos Papoulias, propôs a formação de um governo de tecnocratas e "personalidades" com o apoio do maior número possível de partidos, segundo afirmou nesta segunda-feira (14/05) o líder socialista Evangelos Venizelos, após uma reunião de uma hora com o chefe de Estado grego.

Além dos socialistas, estiveram presentes ao encontro os líderes do conservador Nova Democracia e da Esquerda Democrática. Papoulias convocou para esta terça-feira uma ampla rodada de negociações com todos os partidos, menos a extrema direita.

Os encontros organizados pelo presidente grego são tidos como a última chance de se conseguir formar uma aliança de governo, evitando a convocação de novas eleições, que seriam realizadas em junho.

Griechenland Präsident Karolos Papoulias mit Parteichefs

Presidente Karolos Papoulias (ao fundo) com líderes partidários

Responsabilidades

Venizelos afirmou que as conversações serão realizadas com objetivo de formar um governo composto de figuras respeitadas e de fora da política.

"Todos devemos assumir nossas responsabilidades", disse o líder do partido do conservador Nova Democracia, Antonis Samaras. "Nossos esforços prosseguem amanhã", acrescentou. "Nosso mandato conjunto é tentar formar um governo."

O líder da Esquerda Democrática, Fotis Kouvelis, declarou-se contra um governo de tecnocratas, mas garantiu que participará das próximas discussões. Kouvelis havia dito que não via possibilidade de se formar um governo sem participação da Coalizão de Esquerda Radical, partido que prega um cancelamento do acordo entre Atenas e credores internacionais que prevê medidas de austeridade econômica.

Segundo a TV grega, o líder do partido nacionalista Gregos Independentes, quarto nas eleições de 6 de maio, teria confirmado um encontro com Papoulias antes da reunião de terça, notícia que significaria um grande avanço, caso confirmada.

Novas eleições

No domingo, fracassaram as conversações entre Papoulas, Samaras, Venizelos e Kouvelis para formar um governo que leve adiante o plano de austeridade acordado entre a Grécia, a União Europeia (UE) e o FMI, aumentando as chances de novas eleições no país mediterrâneo. As votações de 6 de maio não deram a nenhum partido a maioria no Parlamento.

A Alemanha e outros países da UE rejeitam uma flexibilização do programa de austeridade acordado como condição para a ajuda internacional à Grécia. Ministros europeus das Finanças, reunidos nesta segunda-feira em Bruxelas, afirmaram, entretanto, querer manter o país na zona do euro.

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, defendeu a necessidade de o país prosseguir no caminho das reformas e afirmou que o mais importante neste momento é que a Grécia encontre rapidamente uma saída para poder retomar o crescimento.

MD/dadp/afp/dpa/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

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