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Alemanha

Presidente do Bayern de Munique admite ao tribunal evasão fiscal maior

No primeiro dia de julgamento, Uli Hoeness diz que sonegou 18,5 milhões de euros em impostos. Valor é mais de cinco vezes maior que os 3,5 milhões que inicialmente o levaram à Justiça.

O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, admitiu nesta segunda-feira (10/03) perante o Tribunal Regional de Munique que sonegou o valor de 18,5 milhões de euros em impostos usando uma conta bancária na Suíça. O valor é mais de cinco vezes os 3,5 milhões de euros pelo qual o dirigente é acusado pelos promotores.

"Deixei de pagar impostos", afirmou o cartola de 62 anos em sua primeira declaração. "Estou contente que agora tudo está transparente sobre a mesa. Lamento profundamente ter cometido essa atitude. Estou fazendo de tudo que posso para deixar para trás este capítulo infeliz."

Hoeness – que como jogador ganhou o Mundial de 1974 com a Alemanha Ocidental e como dirigente levou o Bayern de Munique a vários títulos – espera que, ao admitir voluntariamente, consiga reduzir a sua pena, que pode variar de cinco a dez anos de prisão.

Segundo a acusação, Hoeness teria uma conta secreta na Suíça na qual depositou, entre 2003 e 2009, cerca de 33 milhões de euros provenientes de transações financeiras. Como essa conta não era de conhecimento do fisco alemão, Hoeness não declarou esses ganhos nem pagou imposto sobre eles. O veredicto deverá ser anunciado nesta quinta-feira.

Autodelação

Em janeiro de 2013, Hoeness pagou 10 milhões de euros ao fisco alemão e fez uma autodelação – na qual informou às autoridades sobre sua conta num banco suíço e o valor que não havia sido declarado – para escapar da pena de prisão, usando um recurso previsto na legislação alemã.

Porém, um dos pontos centrais no julgamento em Munique é se a autodelação de Hoeness preenche os requisitos previstos e pode, assim, servir para atenuar a pena ou mesmo livrá-lo da cadeia. Há sinais de que ele entregou a sua autodelação às pressas, por temer que a conta secreta na Suíça viesse a público devido a investigações da imprensa alemã.

Para especialistas alemães, a autodelação deve ser completa, ou seja, o delator não pode esconder mais nada. Além disso, ela deve ser feita quando não há nenhuma investigação em andamento. O objetivo é impedir que um suspeito escape da cadeia entregando uma autodelação às pressas, já ciente de que será descoberto.

Os advogados de defesa têm experiência em casos semelhantes. Hanns Feigen, o principal defensor, trabalhou na defesa de Klaus Zumwinkel, ex-presidente da empresa de correios da Alemanha, a Deutsche Post. Ele confessou ter sonegado quase 1 milhão de euros em impostos e escapou da cadeia, tendo sido condenado a dois anos de prisão com o direito de cumprir a pena em liberdade desde que não cometa novo delito.

FC/dpa/rtr

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