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Mundo

Presidente de Belarus promove reforma de gabinete

Considerado o último ditador da Europa, Lukashenko substitui chefe de governo, ministro da Economia e outros membros de sua equipe. País é dependente da Rússia e teme ser afetado por dificuldades que atingem vizinho.

Em meio a uma grave crise econômica, o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, demitiu seu primeiro-ministro, o ministro da Economia, a direção do Banco Central e vários outros funcionários de alto escalão. O anúncio foi feito neste sábado (27/12) pelo gabinete do presidente, em Minsk.

Desde dezembro de 2010 no cargo de premiê, Mikhail Myasnikovich será substituído por Andrei Kobyakov, que trabalhou anteriormente como Chefe do Estado Maior de Lukashenko. O presidente, que governa a ex-república soviética há quase duas décadas com mãos de ferro, substituiu também a direção do Banco Central.

Não foi mencionado o motivo para as demissões. Mas, segundo a agência de notícias Belta, Lukashenko teria alertado este ano que ele poderia realizar mudanças no governo caso metas econômicas importantes não fossem atingidas.

Rublo bielorrusso em queda

Belarus é economicamente dependente da Rússia e foi afetada nos últimos meses pela crise que atinge seu vizinho. Os russos são responsáveis pela compra de metade das exportações do país, mas sofrem com as sanções ocidentais e a queda do preço do barril de petróleo. O rublo bielorrusso perdeu, desde o início do ano, mais da metade de seu valor.

A liderança em Minsk tem receio de que a economia russa também provoque uma crise em Belarus. Para evitar uma piora da situação, o governo determinou, entre outras medidas, uma proibição do aumento dos preços e uma taxa temporária de 30% sobre transações de câmbio.

"O país precisa fazer reformas econômicas profundas. Em vez de realizá-las, Lukashenko se limita a trocar autoridades", declarou Alexei Korol, um analista político independente, à agência de notícias AFP.

O país tem agendada para novembro de 2015 sua próxima eleição presidencial. Lukashenko, que está no cargo desde 1994 e é considerado o último ditador da Europa, não descarta nova candidatura.

MD/dpa/afp/ap/rtr

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