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Mundo

Presidente da Venezuela insulta Obama de "chefe dos diabos"

Respondendo a recentes declarações do presidente dos EUA, Nicolás Maduro afirma que EUA financiam os protestos violentos que vêm ocorrendo na Venezuela desde as eleições presidenciais. Retórica lembra a de Hugo Chávez.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou neste sábado (04/05) o presidente dos EUA, Barack Obama, de estar por trás dos grupos da oposição que estariam tentando "desestabilizar o país" depois das eleições presidenciais realizadas no dia 14 de abril. Segundo o venezuelano, os EUA estariam financiando os grupos contrários ao governo a fim de "destruir" a democracia em seu país.

Durante evento oficial no estado de Miranda, Maduro disse ainda estar disposto a dialogar com a oposição, inclusive com Obama, a quem chamou de "chefe maior dos diabos". "Temos clareza de que estamos defendendo a Constituição, de que temos razão, estamos defendendo a independência, temos uma ética política muito clara. Podemos nos sentar diante de quem quer que seja, até com o chefe maior dos diabos, Obama", disse o presidente da Venezuela, em discurso transmitido pelo canal de televisão estatal VTV.

Os fortes ataques remetem aos discursos "anti-imperialistas" proferidos pelo antecessor e mentor de Maduro, o ex-presidente Hugo Chávez, morto no início do ano, vítima de câncer. Chávez costumava atacar o governo dos EUA e também chegou a chamar o ex-presidente norte-americano George W. Bush de "diabo", entre outros nomes pejorativos.

As declarações inflamadas de Maduro se seguiram a um comunicado da chancelaria venezuelana, na qual o governo em Caracas critica o presidente dos EUA. Em sua visita à América Latina, este teria afirmado que o povo da Venezuela deveria ter o direito de eleger seus líderes por meio de "eleições legítimas".

Venezuela Anhänger von Henrique Capriles demonstrieren

Apoiadores do líder da oposição, Henrique Capriles, protestam contra resultado das eleições

Acusação "ridícula"

Na sexta-feira passada, na Costa Rica, Obama afirmou não poder reconhecer Maduro como vencedor legítimo das eleições presidenciais na Venezuela. Segundo ele, toda a região tem "assistido à violência, aos protestos e à repressão sobre a oposição" que se seguiram à controversa eleição em abril último.

"O que queremos [para a Venezuela] é que as leis sejam cumpridas, que as pessoas não sejam jogadas nas prisões ou intimidadas, que a imprensa possa transmitir realmente o que está acontecendo, que o partido no poder não recorra a intimidações para distorcer os resultados", reivindicou Obama.

Maduro devolveu: "Os assuntos da Venezuela nós resolvemos internamente, com a Constituição e o povo, vamos analisar em paz as circunstâncias e seguir trabalhando".

Handfeste Auseinandersetzung im venezolanischen Parlament

Confrontos entre governo e oposição chegaram ao Parlamento venezuelano

Em entrevista concedida a um canal de televisão de Costa Rica, Obama ainda classificou como "ridícula" a acusação de espionagem sobre um cidadão norte-americano preso na Venezuela. Segundo Caracas, Timothy Hallet Tracy, 35 anos, estaria financiando protestos estudantis da oposição realizados após as eleições, e teria recebido treinamento como agente secreto.

De acordo com familiares e amigos seus, Tracy estaria apenas fazendo um documentário sobre as eleições presidenciais na Venezuela.

Oposição briga na Justiça

O líder da oposição, Henrique Capriles, segundo lugar nas eleições presidenciais, recorreu na Justiça contra o resultado do pleito. A coligação de centro-direita afirma que houve fraudes e coações durante a votação. Os apoiadores de Capriles, que perdeu as eleições por apenas 1,5% dos votos, exigem também que o caso seja examinado por um tribunal da Organização dos Estados Americanos (OEA).

MSB/dpa/afp/rtr

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