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Mundo

Presidente da Ucrânia oferece cargo de primeiro-ministro a líder oposicionista

Em reunião com a oposição, Viktor Yanukovytch ofereceu segundo cargo mais alto do país a Arseni Yatsenyuk, líder do Partido Pátria. União Europeia pressiona por fim da violência.

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Líderes da oposição, Arseni Yatsenyuk (dir.) e Vitali Klitschko.

O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovytch se reuniu neste sábado (25/01) com líderes da oposição, em meio a temores de uma repressão ainda mais violenta dos milhares de manifestantes pelas forças de segurança de Kiev.

A seguir o website da presidência informou que Yanukovytch ofereceu o cargo de primeiro-ministro a Arseni Yatsenyuk, líder do Partido Pátria, uma das agremiações por trás dos protestos que tomaram conta da capital nos últimos meses. O cargo de primeiro-ministro é o segundo mais alto do governo.

O cargo de vice-primeiro-ministro encarregado de assuntos humanitários foi oferecido ao líder do partido de oposição Udar, o ex-boxeador Vitali Klitschko, umas das figuras mais proeminentes dos protestos na Ucrânia.

A ministra da Justiça, Olena Lukash, declarou que, se Yatsenyuk aceitar o cargo de primeiro-ministro, "será tomada uma decisão para a renúncia do governo". "O presidente está convencido de a cooperação com a oposição vai ajudar a unificar o Estado e levar adiante as reformas necessárias ao Estado e à sociedade", acrescentou a ministra.

Yanukovytch teria também concordado em considerar mudanças na Constituição do país – que outorga enormes poderes ao chefe de Estado – através de um referendo ou de mudanças na legislação. "As partes também concordaram que as ruas de Kiev serão gradualmente esvaziadas, tanto por manifestantes quanto pelas forças de segurança", afirmou a ministra.

Até o início da noite, Yatsenyuk não havia comentado o convite do presidente, e ainda é incerto se a proposta poderá acalmar os ânimos dos manifestantes, que nos últimos dias entraram em choques violentos contra a polícia. A oposição vinha exigindo a renúncia do presidente e a convocação de novas eleições no país.

Ukraine Maidan in Kiew 25. Januar 2014 Priester GUTES BILD

Crescem temores de um aumento da violência no país

Temores da escalada da violência

A União Europeia exigiu medidas concretas para a resolução da crise. O comissário da UE para a Expansão, Stefan Füle, que manteve conversações com Yanukovytch na sexta-feira, exigiu do governo ucraniano medidas concretas para evitar "uma espiral de violência e intimidação" e restaurar a paz no país.

Na capital, Kiev, as tensões aumentaram após choques entre as forças de segurança e opositores do governo nos últimos dias. O ministro ucraniano do Interior, Vitali Zakharchenko, criticou que seriam inúteis os esforços para a resolução da crise sem a aplicação da força.

"Os eventos na capital ucraniana demonstraram que as tentativas de resolver os conflitos de modo pacífico, sem recorrer ao confronto de forças, são fúteis", afirmou o ministro. Ele acusou a liderança da oposição de se submeter ao controle de "radicais", e afirmou ter informações de que os manifestantes estariam coletando armas de fogo.

Mais tarde, Zakharchenko acrescentou que todos os manifestantes que permanecerem na Praça da Independência, foco dos protestos em Kiev, e que ocupam edifícios do governo seriam considerados "grupos extremistas", e que, se necessário, as autoridades fariam uso de força.

Controvérsia sobre número de mortos

No sábado, os opositores do governo ainda ocupavam sedes da administração regional em Lviv e outras regiões do oeste do país, onde prevalece a oposição ao governo. A norte e oeste da capital, manifestantes também teriam tentando invadir edifícios do governo, num sinal de que os protestos estariam se espalhando pelo país.

Neste sábado, um ativista da oposição que tinha sido gravemente ferido nos choques com a polícia morreu no hospital, afirmaram autoridades de Kiev. A oposição denunciou que o homem de 45 anos teria morrido em consequência de ferimentos a bala. Segundo os manifestantes, o número de mortos nos confrontos seria agora de seis. As autoridades, por sua vez, confirmaram três mortes a bala, negando que tenham sido causadas pela polícia.

Líderes mundiais condenaram a violência e convocaram o presidente a continuar as conversações com a oposição. Até o momento, as pressões do Ocidente haviam surtido pouco efeito nos impasses nas negociações.

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