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Mundo

Presidente da Geórgia reconhece derrota de seu partido

Resultados parciais das eleições parlamentares indicam vitória da coalizão oposicionista Sonho Georgiano na votação em listas partidárias. Presidente Saakashvili admite derrota de seu partido Movimento Nacional Unido.

De acordo com dados parciais da Comissão Eleitoral Central da Geórgia, a coalizão oposicionista Sonho Georgiano lidera claramente os resultados das eleições parlamentares desta segunda-feira (01/10). Após a contagem de cerca de um quarto dos votos em listas partidárias, a oposição ficou com 53%, e o partido do governo, Movimento Nacional Unido (MNU), com 41% dos votos. O pleito contou com a participação de 61% dos eleitores.

Pouco antes do fechamento dos postos eleitorais, partidários do Sonho Georgiano começaram a se reunir nas ruas da capital Tbilissi. O bilionário Bidzina Ivanishvili fundou a coalizão oposicionista no início deste ano. Quando os resultados das primeiras pesquisas eleitorais indicaram que a oposição poderia vencer as eleições parlamentares, foi grande o júbilo entre seus seguidores.

Um número grande de pessoas reuniu-se na central Praça da Liberdade de Tbilissi nesta terça-feira, comemorando o fato de a oposição ter vencido uma eleição e não mais uma revolução. Não houve confrontos entre adeptos da coalizão de Ivanishvili e partidários do MNU do presidente Mikhail Saakashvili, que se reuniram na sede do partido no centro da cidade.

Disposto a cooperar

Georgien Parlamentswahl Bidzina Ivanishvili Tbilisi

Em discurso, Ivanishvili disse pretender prezar pelos interesses das minorias

Após a divulgação dos resultados, Ivanishvili dirigiu-se em primeiro lugar a seus eleitores. Ele lhes agradeceu pela confiança e, na política externa, ressaltou que pretende manter o rumo norte-atlântico da Geórgia. Além disso, sinalizou a intenção de prezar pelos interesses das minorias nacionais.

O empresário disse ainda que os ânimos haviam se acalmado e que estava disposto a cooperar. A vitória eleitoral é o começo de um sonho, considerou Ivanishvili. Ao mesmo tempo, pediu que seus apoiadores evitem qualquer tipo de agressão contra os seguidores do MNU, que chamou de "irmãos".

Cerca de meia hora após o discurso de Ivanishvili, Saakashvili falou ao povo georgiano. O líder agradeceu a população pela participação ativa nas eleições parlamentares. O bilionário Ivanishvili elogiou o fato de o presidente ter reconhecido a derrota de seu partido nesta terça-feira e declarou contar com pelo menos 100 dos 150 assentos do Parlamento.

Futuro chefe de governo

A escolha do novo chefe de governo tem uma importância particular, uma vez que o Parlamento receberá mais poderes dentro de um ano. Após as próximas eleições presidenciais, em outubro de 2013, mudanças constitucionais entrarão em vigor.

O atual sistema presidencial será, então, substituído por um sistema parlamentar. O primeiro-ministro não será mais sugerido pelo presidente, mas escolhido pelo partido mais forte no Parlamento. Além disso, o presidente perderá o poder de decisão na política interna e externa.

Observadores supõem que Saakashvili queira se tornar o chefe de governo em 2013 e, por isso, tenha aprovado as emendas constitucionais. Após dois mandatos, ele não pode se candidatar para a presidência no ano que vem. Mas Ivanishvili também aspira ao futuro e poderoso cargo de chefe de governo.

Observadores denunciam violações

Georgien Parlamentswahl 2012 Tbilisi Mikhail Saakashvili

Observadores supõem que Saakashvili queira se tornar chefe de governo em 2013

Enquanto comemorava-se com tranquilidade na capital, violações da lei eleitoral foram relatadas nas províncias. Membros da oposição acusam o partido do governo de tentar manipular os resultados das eleições em algumas regiões. Houve tensões na cidade de Chaschuri, onde forças especiais precisaram entrar em ação em vários dos postos eleitorais, informou a mídia.

Antes disso, protocolos de contagem dos votos teriam sumido em um dos postos eleitorais. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os que protestavam no local. O Ministério do Interior da Geórgia negou as informações, afirmando que não foram acionadas forças especiais.

Diversas organizações não governamentais exigem que os resultados sejam anulados em alguns distritos eleitorais, alegando que representantes do partido do governo fizeram propaganda e pressionaram eleitores. Além disso, cédulas estavam faltando nos locais.

Autor: Amalia Oganjanyan (lpf)
Revisão: Francis França

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