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Mundo

Presidente chinês pede "contenção" aos EUA e Coreia do Norte

Xi Jinping diz que Washington e Pyongyang devem evitar declarações que elevem as tensões entre os dois países. Macron pede responsabilidade e retomada do diálogo.

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Trump e Xi Jinping na reunião do G20 em Hamburgo, em julho

Em conversa telefônica com o presidente americano, Donald Trump, nesta sexta-feira (11/08), o presidente da China, Xi Jinping, pediu "contenção" para evitar uma escalada da crise na Península Coreana em meio à série de trocas de ameaças entre Washington e Pyongyang.

"As partes envolvidas devem evitar declarações e ações que aumentem a tensão", disse Xi. O presidente chinês também assegurou que seu país "está disposto a trabalhar com o governo americano para resolver a questão", informou a agência oficial Xinhua.

Xi defendeu que as partes devem exercer "contenção" e "continuar na direção do diálogo, das negociações e de uma solução política".

Horas antes da conversa entre Trump e Xi, o Ministério das Relações Exteriores da China pediu aos EUA e à Coreia do Norte que "abandonem o velho método de demonstração de poder" e "controlem suas palavras e ações".

Trump criticou em várias ocasiões a China, o principal aliado da Coreia do Norte, por "não fazer nada" para resolver a crise, e Pyongyang também manifestou seu descontentamento com Pequim depois que o governo chinês decidiu apoiar as sanções econômicas contra o regime no Conselho de Segurança da ONU.

A China, por outro lado, se opõe à instalação do escudo antimíssil americano THAAD em território sul-coreano, que, em teoria, foi desenvolvido como defesa contra possíveis projéteis lançados pela Coreia do Norte. Pequim considera que este equipamento representa uma ameaça à sua segurança, já que seu raio de alcance inclui partes do território chinês.

Macron pede contenção

Neste sábado (12/08), o presidente da França, Emmanuel Macron, apelou para responsabilidade "de todos" para impedir uma escalada das tensões na Coreia do Norte, que, em sua opinião, constitui uma ameaça.

"A comunidade internacional deve agir de forma coordenada, firme e eficaz, como acaba de fazer o Conselho de Segurança, para que a Coreia do Norte retome incondicionalmente a via do diálogo ", disse em comunicado.

O governante francês transmitiu ainda sua preocupação sobre o agravamento da ameaça balística e nuclear da Coreia do Norte, que prejudica "a preservação da paz e da segurança internacional". Como membro do Conselho de Segurança da ONU, a França pediu que a Coreia do Norte "cumpra sem demora as suas obrigações internacionais e proceda o desmantelamento completo, verificável e irreversível dos seus programas nucleares e balísticos".

As tensões aumentaram depois que o regime norte-coreano ameaçou atacar com mísseis a ilha de Guam, território americano no Pacífico. A declaração foi dada após Trump prometer responder às ameaças de Pyongyang com "fogo e fúria". Nesta sexta, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou que não acredita numa "solução militar" para a crise.

KG/efe/ap

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