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Mundo

Presidente chinês inicia visita à Alemanha

Zemin busca aprofundamento das relações econômicas bilaterais, mas é criticado pela situação dos direitos humanos na China. Schröder abordadará assunto a portas fechadas.

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Presidente da China, Jiang Zemin.

Sob protestos de organizações de defesa dos direitos humanos, o presidente da China, Jiang Zemin, desembarcou, nesta segunda-feira (8), em Berlim, para sua segunda visita à Alemanha. Ele atende ao convite do presidente alemão, Johannes Rau, por ocasião do trigésimo aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas teuto-chinesas.

Nesta terça-feira (9), Zemin encontra-se com Rau e o chanceler federal Gerhard Schröder (SPD). Estão previstos ainda encontros com o ex-presidente da CDU, Helmut Kohl, e com lideranças partidárias da CSU, FDF e PDS. O roteiro da viagem de seis dias inclui as cidades de Berlim, Potsdam, Bremen, Wolfsburg e Golsar.

Cooperação - As conversações do presidente chinês na Alemanha concentram-se na crise do Oriente Médio, na luta internacional contra o terrorismo e no aprofundamento das relações econômicas bilaterais. A Alemanha é o principal parceiro comercial da China na União Européia. Zemin aproveitará sua viagem para manter contatos com líderes empresariais alemães e prorrogar o acordo de cooperação com a Volkswagen até 2030.

O governo alemão atribui grande valor simbólico à visita de Zemin e pretende abordar também a questão dos direitos humanos. A coalizão verde-social-democrata aposta no diálogo para apoiar as reformas econômicas e a abertura política na China. "A cooperação econômica só tem perspectiva de longo prazo, se for flanqueada por um processo de democratização e estabilização dos direitos políticos e civis", declarou a presidente do Partido Verde, Claudia Roth.

Pompa exagerada - A associação Iniciativa para o Tibet, criticou o governo alemão, antes do desembarque de Zemin. "É inconveniente receber o chefe de Estado de uma ditadura com tanta honra e respeito", disse a vice-presidente da entidade, Ingeborg Reuter.

Ela acrescentou que o comércio alemão com a China não deve ocorrer a qualquer preço e, sim, pressupor "um mínimo de respeito aos direitos humanos. Apesar de alguns progressos políticos, a tortura e perseguição a minorias políticas e religiosas ainda são comuns na China", disse. Reuter pediu ao governo que exija de Zemin o reconhecimento do direito à autodeterminação e o início de negociações pela independência do Tibet com o Dalai Lama.

Discussão pública - A Anistia Internacional (ai) acusou o governo alemão de silenciar diante das violações dos direitos humanos na China. "No ano passado, aumentaram sobretudo as perseguições a minorias religiosas e, depois do 11 de setembro, houve uma onda de execuções de supostos separatistas e terroristas", denunciou a organização.

Schröder disse que, "de jeito nenhum" desencadeará uma discussão pública sobre os direitos humanos na China, antes de conversar com Zemin. Segundo fontes do governo, o assunto será abordado a portas fechadas, no âmbito do chamado "diálogo sobre estado de direito".

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