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Alemanha

Presidente alemão cancela ida à Rússia e colhe elogios de críticos de Putin

Joachim Gauck confirma que não irá aos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, gesto interpretado como protesto contra violações dos direitos humanos pelo governo russo. Assessoria, porém, não fala em boicote.

O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, não comparecerá às Olimpíadas de Inverno de Sochi, na Rússia, num gesto interpretado como um protesto contra a política do presidente russo, Vladimir Putin. A assessoria do chefe de Estado alemão, entretanto, não confirmou que a ausência seja um boicote à repressão à oposição e às violações de direitos humanos naquele país, como noticiou neste domingo (08/12) o semanário Der Spiegel.

A publicação noticiou que Gauck não irá aos jogos, a serem realizados em fevereiro do próximo ano, em protesto contra a opressão imposta pelo Kremlin à oposição russa e à dura postura em relação aos direitos civis.

O chefe de Estado alemão − cuja função é fundamentalmente representativa − foi pastor protestante e ativista dos direitos civis na antiga Alemanha Oriental. Desde que assumiu o cargo, em março de 2012, ele ainda não fez uma visita oficial à Rússia.

Porta-voz ameniza

A porta-voz de Gauck confirmou à agência AFP que "o presidente não vai comparecer aos Jogos Olímpicos de Inverno", mas ressaltou que o gesto não deve ser entendido como boicote e lembrou que vários dos antecessores dele também não foram a Jogos de Inverno. Em 2010, o então presidente alemão Horst Köhler não compareceu aos jogos realizados em Vancouver, no Canadá. Gauck, no entanto, esteve em Londres durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos em 2012.

O chefe da comissão de Relações Exteriores no Parlamento russo, Alexei Puschkow, criticou a decisão. "O presidente alemão Joachim Gauck jamais criticou o assassinato de crianças e mulheres no Paquistão e no Afeganistão. Mas ele condena a Rússia de forma tão firme que nem sequer quer viajar a Sochi", escreveu o influente parlamentar em sua conta na rede social Twitter.

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No passado, Gauck cobrou várias vezes respeito ao Estado de direito e à liberdade de imprensa na Rússia. O governo do país vem sendo internacionalmente criticado por violações dos direitos humanos, pela pressão sobre a oposição e por uma lei anti-homossexuais introduzida neste ano.

"A recusa do presidente Gauck é um gesto maravilhoso de apoio a todos os cidadãos russos que lutam por liberdade de expressão, democracia e direitos civis", elogiou Markus Löning, encarregado para assuntos de direitos humanos do governo alemão e integrante do Partido Liberal Democrático (FDP).

A vice-presidente do Parlamento alemão, a deputada verde Claudia Roth, também saudou a decisão do chefe de Estado. "Esta é uma atitude forte do presidente e um sinal encorajador", afirmou em entrevista ao jornal Rheinische Post. "Não devemos ficar de braços cruzados a políticas que transformam homofobia em lei e oprimem a oposição", acrescentou.

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