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Mundo

Presidente alemão apóia planos de Lula

Presidente da Alemanha, Johannes Rau, encerra viagem pela América Latina em Brasília, garantindo apoio de Berlim aos planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar o Mercosul geográfica e economicamente.

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Rau com o presidente Lula no Palácio do Planalto

O fortalecimentos das relações entre o Mercosul e a União Européia foi o assunto principal da conversa do presidente alemão com o seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, segundo Johannes Rau, sem revelar detalhes. O político social-democrata mostrou interesse da Alemanha em fortalecer a sua cooperação com o Brasil, assinando vários acordos de financiamento de projetos, entre eles um para produção de energia elétrica em comunidades isoladas no Norte-Nordeste, no volume de 13,3 milhões de euros, no âmbito do projeto "Luz no Campo". Rau conhece Lula há mais de 20 anos.

A Alemanha é o parceiro mais importante do Brasil em programas internacionais de proteção de florestas e demarcação de terras indígenas e o segundo na cooperação técnica e financeira. Em 40 anos de cooperação para o desenvolvimento econômico, o Estado alemão contribuiu com mais de 1 bilhão de euros. A data foi comemorada em Brasília com a presença dos presidentes dos dois países, com uma exposição no Itamarati, organizada pela embaixada alemã.

Brasília foi a última estação do giro de Rau pela América Latina. Antes do Brasil, ele visitou o México, o Chile e o Uruguai. O interesse econômico dos alemães no Brasil e na América Latina foi evidenciado pela delegação de 30 empresários que acompanhou o presidente nos quatro países.

Ajuda ao desenvolvimento - Rau disse que o presidente Lula lhe assegurou que em menos de 11 meses de governo teria conseguido mais no setor social do que esperava inicialmente. O programa Fome Zero já teria alcançado aproximadamente 3,6 milhões de famílias.

Johannes Rau in Montevideo

Johannes Rau no Uruguai

Indagado sobre que recomendações faria à Alemanha e à Europa para ajudar a combater a pobreza no mundo, Rau manifestou o desejo de seu país cumprir a promessa de destinar 0,7% do seu Produto Interno Bruto (PIB) à ajuda ao desenvolvimento. A promessa foi feita pelos países industrializados há mais de 30 anos. Em entrevista à emissora de rádio alemã Deutschlandfunk, ele disse que a contribuição alemã equivale a menos da metade desse percentual, mas mesmo assim a Alemanha é líder europeu na cooperação ao desenvolvimento.

O presidente se declarou preocupado com o do fato dos alemães se ocuparem muito com os seus próprios problemas. Questionado se exigiria que o governo em Berlim atingisse a quota de 0,7%, Rau ponderou que não toma posição na elaboração do orçamento federal alemão, mas apelou para que não se permita a destruição das estruturas construídas pelas organizações de ajuda humanitária da Igreja Católica, Miserior e Adveniat, e da Luterana, Pão para o Mundo (Brot für die Welt). Ele disse ter ficado impressionado com os projetos dessas ONGs nos três países que visitou na América Latina.

Pobreza e subsídios - O presidente alemão manifestou igualmente esperança de uma política internacional que garanta mais acesso dos produtos dos países em desenvolvimento aos mercados internacionais. O caminho seria reduzir as subvenções agrícolas na União Européia e nos Estados Unidos. Rau disse esperar que o fracasso da rodada de negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Cancún não tenha sido a última palavra sobre subvenções agrícolas nos países ricos.

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