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Mundo

Presidenciáveis miram indecisos na reta final na Argentina

Pesquisa mostra que quase um terço do eleitorado continua volátil, entre indecisos e pessoas que podem mudar voto na última hora. Governista Daniel Scioli lidera sondagens, mas deve haver segundo turno.

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O candidato favorito nas pesquisas, Daniel Schioli, no último dia de campanha, ao lado da esposa Karina Rabolini

Os principais candidatos à Presidência da Argentina encerraram suas campanhas na noite de quinta-feira (22/10) apelando pelo voto dos eleitores indecisos e hesitantes.

Uma pesquisa do instituto Management & Fit revelou na semana passada que quase um terço do eleitorado continua volátil. De acordo com o levantamento, 10,2% dos argentinos estão indecisos e 17% afirmam que podem mudar seus votos na última hora. O pleito que vai escolher o sucessor da presidente Cristina Kirchner está marcado para o próximo domingo (25/10).

Com esses dados em mente, os principais candidatos se concentraram no último dia suas campanhas nas maiores cidades do país. O candidato governista, Daniel Scioli, realizou um comício em Buenos Aires. O segundo colocado, o oposicionista Mauricio Macri, foi a Córdoba, o segundo maior centro do país. Já Sergio Massa esteve em Tigre, na província de Buenos Aires.

Scioli está à frente dos outros candidatos. A última pesquisa do instituto Management & Fit mostrou que o governista lidera com 38,3% das intenções de voto. Macri, atual governador do distrito federal de Buenos Aires, aparece com 29,2%. Já Massa tem 21%. A margem de erro é de quatro pontos, para mais ou para menos.

Para não ocorrer um segundo turno, um dos candidatos tem que conseguir pelo menos 45% dos votos ou alcançar 40% dos votos com pelo menos dez pontos percentuais de diferença em relação ao segundo colocado. A Argentina nunca realizou um segundo turno nas eleições presidenciais desde a volta da democracia, nos anos 1980.

"Convoco os indecisos e os independentes, os radicais da vertente nacional e popular e os peronistas. Convoco os socialistas e os progressistas, porque compartilhamos os valores da justiça social", discursou Scioli.

Já Macri apelou para os eleitores de Massa, o terceiro colocado. "Aqui estamos nós para dizer que podemos construir a Argentina que sonhamos. Queremos o fim das divisões, dos inimigos, das brigas sem sentido", disse.

Massa, por sua vez, apelou para que os eleitores o ajudem a colocá-lo num eventual segundo turno. "Se chegarmos ao segundo turno, o kirchnerismo será uma página do passado. Acabaremos com o kirchnerismo", disse, sugerindo que tem mais chances de derrotar Scioli num hipotético segundo turno.

Mais de 32 milhões de argentinos devem comparecer às urnas no domingo. Além de escolherem o novo presidente, eles também vão eleger deputados federais e representantes no Parlamento do Mercosul. Onze das 23 províncias também vão realizar eleições locais, onde serão escolhidos novos governadores, deputados estaduais e prefeitos.

JPS/efe/dpa/ots

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