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Alemanha

Presença militar alemã em focos de conflito

Berlim prepara uma ampliação de sua presença militar no Afeganistão e admite-se uma ação alemã no Iraque, mas só no âmbito da OTAN.

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Soldado alemão da SFOR na Bósnia

No mesmo dia em que uma bomba matava no mínimo 15 pessoas no sul do Afeganistão, o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, anunciava nesta quarta-feira (13) o envio de uma equipe de reconhecimento para Cunduz, a fim de examinar as possibilidades de uma ação das Forças Armadas da Alemanha (Bundeswehr) na cidade no norte afegão. Uma decisão do gabinete é esperada para o final do mês.

A tarefa principal dos soldados alemães seria proteger pessoal civil no trabalho de reconstrução do Afeganistão, visando também contribuir para a estabilização do Estado afegão, conforme destacou o chefe de governo Schröder. Dos 8170 soldados alemães em missão no exterior, 2290 integram a ISAF (Força Internacional de Segurança e Assistência) no Afeganistão e Uzbequistão.

"Potência média" – O forte engajamento alemão no Afeganistão foi surpreendentemente elogiado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, mas Schröder ainda não quis falar sobre uma possível ação da Bundeswehr no Iraque, alegando "os recursos limitados da potência média Alemanha". Ele admitiu um encontro com Bush à margem da Assembléia Geral da ONU em Nova York no final do mês que vem. Seria o primeiro encontro dos dois após a crise teuto-americana gerada pela rejeição total do gabinete de Berlim à guerra no Iraque.

O ministro alemão da Defesa, Peter Struck, já se pronunciou favorável a uma atuação da Bundeswehr na pacificação do Iraque, desde que seja no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e com mandato da ONU. Assim o gabinete de Schröder se manteria coerente com a sua posição pacifista na guerra anglo-americana que derrubou o regime do ditador Saddam Hussein.

Missões no exterior – O envio de soldados alemães para o exterior no pós-guerra remonta aos anos 60 e alcançou grandes proporções na década passada em função das guerras nos Bálcãs. No momento, 8170 soldados participam de 11 ações em diversas regiões, como o Chifre da África, Bósnia, Kosovo, Macedônia, Geórgia, Afeganistão, Quênia e Uganda. Chega a 60 mil o número de militares previstos para ações planejadas ou ligados a elas, o que corresponde a um quinto do contingente da Bundeswehr.

Na operação Paz Duradoura contra o terrorismo, a Alemanha tem 730 soldados, no Chifre da África, e mais 2290 integrando a ISAF no Afeganistão. As armas silenciaram há anos nos Bálcãs, mas essa região rica em conflitos étnicos ainda conta com a presença de 3320 alemães nas tropas SFOR na Bósnia, 1310 na KFOR em Kosovo e outros 49 na primeira missão militar da União Européia, a Concordia na Macedônia.

Em função de tantas missões, trava-se agora em Berlim um debate sobre uma nova lei para disciplinar o envio de soldados ao exterior. Com ela, o ministro da Defesa quer evitar que o Parlamento tenha que decidir sobre cada prorrogação de ações fora da Alemanha. Struck e Schröder tinham decidido iniciar as deliberações depois da guerra no Iraque. O Partido Liberal, por outro lado, quer que o Tribunal Federal Constitucional esclareça logo o voto do Bundestag. Para conseguir isso, a legenda de oposição recorreu na semana passada.

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