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Economia

Preparando protestos

Os países do hemisfério Sul contam com o apoio de inúmeras ONGs internacionais em sua resistência contra os empecilhos ao livre comércio que estão em debate em Cancún.

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A Attac (Associação pela Tributação das Transições Financeiras em Apoio aos Cidadãos) é apenas uma das muitas entidades da sociedade civil que estão se preparando para manifestar em Cancún seu descontentamento com a política da OMC e reivindicar reformas, muitas das quais defendidas também pelos países do hemisfério Sul.

Subsídio não é igual a subsídio

Thomas Fritz, coordenador na Alemanha dos protestos da ONG de atuação mundial, deixa claro em entrevista à DW-WORLD: "Existem casos em que é sensato conceder subsídios à agricultura. É o caso, por exemplo, do fomento ao cultivo orgânico ou a medidas que têm por objetivo a preservação do meio ambiente".

Os subsídios às exportações de produtos agrícolas, como os concedidos pela União Européia e os Estados Unidos a seus agricultores, porém, "não têm a menor justificativa. Eles distorcem os preços no mercado mundial, contribuem para o dumping e prejudicam mesmo nos mercados do chamado Terceiro Mundo os produtos locais, que não conseguem concorrer. Este é um efeito bastante problemático. Daí a posição absolutamente clara da Attac: os subsídios às exportações de produtos agrários precisam ser eliminados."

Pouca esperança

O coordenador da Attac não está, porém, muito esperançoso quanto a progressos em Cancún. Os sinais emitidos tanto pela União Européia quanto pelos Estados Unidos "não são nada positivos", no que diz respeito às mais importantes reivindicações dos países em desenvolvimento — a eliminação dos subsídios aos produtos agrários e o livre acesso de seus produtos aos mercados mundiais, afirma.

Fritz mostrou-se crítico também com relação à recente decisão da OMC de facilitar aos países em desenvolvimento a importação de medicamentos genéricos. Para ele, esses países continuam em desvantagem em relação aos industrializados. "A concessão das licenças exige que se comprove junto à OMC a existência de um estado de emergência no setor médico do país, o que é muito difícil."

Em Cancún, os diferentes campos em que a liberalização do comércio gerou problemas serão objeto de protestos, debates e eventos organizados por diferentes ONGs, para os quais 20 mil pessoas de diferentes partes do mundo já confirmaram presença, adiantou Fritz.

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