1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Turismo

Prenzlauer Berg: brechós, cafés e carrinhos de bebê

Com uma alta concentração de artistas e estudantes, o bairro berlinense Prenzlauer Berg virou há muito sinônimo de boemia chique. Além disso, a região é o paraíso de pais e mães jovens.

default

Café na Kollwitzplatz

A palavra Szene (cena), em se tratando de turismo em Berlim, remete de imediato a Prenzlauer Berg – ou simplesmente Prenzel'berg – bairro localizado no nordeste da cidade. As mudanças por que passou o antigo reduto de artistas e alternativos da ex-Alemanha Oriental, de regime comunista, não foram, no entanto, bruscas. Mesmo assim, quem viu o bairro no início dos 90 e o vê hoje, quase não o reconhece.

Passado alternativo

Ao redor do único e rústico café de então na Kollwitzplatz, por exemplo, surgiram dezenas de bares e restaurantes, que começaram exalando a aura de chique-alternativos. E que, com o passar do tempo, foram se tornando cada vez mais caros, sofisticados e, em parte, "brega-chiques". Deixando a herança alternativa apenas como um pálido registro na memória.

Logo após a reunificação alemã, a região começou a atrair o público "ocidental", migrado em massa não só de Kreuzberg – o bairro que até então agregava a vida bohème de Berlim, com grande número de galerias e ateliês – mas também de outras cidades e países.

Hoje, é comum ouvir num bar ou café de Prenzel'berg quatro ou cinco idiomas estrangeiros ao mesmo tempo. Nas ruas que convergem na Kollwitzplatz ou nas que ligam a Danziger Strasse a Helmholtzplatz, por exemplo, as ofertas gastronômicas vão da cozinha indonésia e indiana, passando pela etíope, até chegar à italiana ou cubana.

Estrangeiros "chiques"

Straßencafe in Berlin Prenzlauer Berg

Kastanien (casting) Allee

O clima de diversidade cultural fica, porém, longe daquele típico de outras regiões da cidade, como Kreuzberg, Neukölln ou Wedding, habitadas por um grande número de imigrantes. "Um turco é aqui um ser de outro planeta", brinca o diário taz, ao comentar a presença de diversos estrangeiros de outros países europeus em Prenzlauer Berg.

Nas ruas do bairro ouve-se com freqüência espanhol, francês, inglês ou russo. E pouco o idioma da maioria dos imigrantes que vivem em Berlim. Apesar de o número de estrangeiros parecer muito alto para quem anda pelo bairro, Prenzel'berg tem oficialmente em torno de 8% de não-alemães, um índice abaixo da média berlinense.

E esta população de estrangeiros é também peculiar: o designer gráfico vem da França, a artista performática da Inglaterra, o dramaturgo da Hungria, o dono do restaurante do Sri Lanka, a fotógrafa da Austrália, o escritor do Egito e a artista multimídia da Espanha. Um "gueto de artistas" berlinenses, que acaba se tornando homogêneo em sua heterogeneidade étnica.

Cuidadosamente despojados

Modedesign in Berlin: Kastanienallee

Moda e design para perfil berlinense

Se antes da queda do Muro Prenzlauer Berg servia de reduto alternativo, esta imagem foi sendo claramente substituída pelo life style da nova Berlim pós-virada de milênio. Os bares ilegais e squatters do início dos 90 estão hoje restaurados e reluzentes. As fachadas dos prédios bem cuidadas, os aluguéis caros e o flair de "artista" estampado nos rostos que circulam pelas ruas do bairro.

Uma delas, a Kastanien Allee, é ironicamente chamada de "Casting" Allee, em referência ao número de jovens bem cuidados, em busca de seus 15 ou mais minutos de fama no filme a ser rodado na próxima esquina. Nos cafés, por exemplo, é assustador o "zelo despojado" do visual de garçons e garçonetes, que devem levar pelo menos uma hora à frente do espelho para deixar o cabelo tão detalhadamente desajeitado e a roupa tão exatamente à vontade.

Clique para continuar lendo.

Leia mais