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Alemanha

Premiê turco faz comício em Berlim em busca de votos de imigrantes

De olhos nas eleições de agosto, Erdogan tenta aproveitar eleitorado em potencial inaugurado na Alemanha, que mudou legislação e agora tem cerca de 1,5 milhão de turcos que podem votar em seu país de origem.

Ao discursar diante de seus compatriotas em Berlim na noite de terça-feira (05/02), o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu votos para a próxima eleição presidencial. Em discurso combativo para milhares de turcos no Tempodrom, um centro de eventos da capital alemã, ele anunciou que não vai ceder facilmente a pressões.

"Continuamos de pé! Não nos curvaremos, podem ter certeza disso. Só nos curvamos diante de Deus", garantiu o premiê na Alemanha, que tem a maior comunidade turca fora da Turquia.

Apesar da tensão desde o início de um escândalo de corrupção que atingiu o governo turco em meados de dezembro, Erdogan assegurou que seu país vai continuar crescendo com "estabilidade, paz e tranquilidade".

A Turquia terá eleições locais em março e votações presidenciais em agosto, nas quais Erdogan possivelmente vai se candidatar. Os pleitos são de vital importância para o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), liderado por Erdogan. A legenda conservadora islamista está no poder há 11 anos.

"Não rompam laços com a Turquia"

Cerca de 3 milhões de pessoas com raízes turcas vivem atualmente na Alemanha, e estima-se que pelo menos metade delas tenha nacionalidade turca. A coalizão de governo liderada por Angela Merkel aceitou, recentemente, relaxar as leis de cidadania, de modo que agora turcos nascidos na Alemanha não precisam mais escolher entre um passaporte ou outro quando completam 23 anos.

Erdogan / Berlin / Anhänger / Tempodrom

Milhares de turcos lotaram o centro de eventos berlinense

A mudança inaugurou um eleitorado potencialmente importante para Erdogan. "Quero que vocês fiquem orgulhosos de viver na Alemanha. Mas também quero que vocês sejam orgulhosos da bandeira da Turquia", disse o premiê. "Vocês são filhos de um grande país. Não rompam seus laços com a Turquia. Impeçam sobretudo que a geração mais jovem esqueça a fé e as raízes e se torne estrangeira."

Erdogan enumerou os progressos econômicos de seu país e os sucessos de seu governo no combate à pobreza e na área da saúde, além de falar nos grandes projetos de infraestrutura. Ele também rebateu acusações de corrupção e acusou seus inimigos de conspiração.

"Como uma Turquia com corrupção pode aumentar o PIB de 200 mil para 800 mil dólares?", questionou. "Evitamos um golpe judicial. Sob o pretexto de denúncias de corrupção, eles queriam paralisar a Turquia. Eles não têm sequer um grão de patriotismo."

Entrada improvável na UE

Em 17 de dezembro, a Justiça turca determinou a prisão de vários empresários e políticos ligados ao governo, sob acusação de envolvimento em um grande esquema de corrupção. A medida provocou a renúncia de quatro ministros. Erdogan ordenou, em resposta, a transferência de centenas de policiais e promotores.

Merkel und Erdogan PK in Berlin 04.02.2014

Antes de comício, líder turco se reuniu com chanceler alemã, Angela Merkel

O caso tem como origem uma luta pelo poder entre o AKP e o movimento encabeçado pelo pregador muçulmano Fethullah Gülen, hoje exilado nos EUA, que tem muitos seguidores no sistema judiciário e policial turco.

Horas antes do comício, Erdogan se reuniu com a chanceler federal Angela Merkel, para discutir o progresso do seu país em direção a uma possível adesão à União Europeia. Merkel afirmou a repórteres que "continua cética" quanto a uma entrada da Turquia no bloco europeu, mas que é a favor das negociações.

MD/afp/dpa/ap

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