Premiê turco acusa Alemanha de proteger ″terroristas″ | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 08.11.2016
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Mundo

Premiê turco acusa Alemanha de proteger "terroristas"

Segundo Mevlüt Çavusoglu, Berlim recebe de braços abertos membros de organizações "terroristas" como o PKK, além de se recusar a extraditá-los. Presidente da Turquia também fez acusação semelhante.

Mevlut Cavusoglu

Çavusoglu: "Parece que Berlim não quer que a Turquia se desenvolva e progrida"

O ministro do Exterior turco, Mevlüt Çavusoglu, acusou nesta terça-feira (08/11) a Alemanha de ser o país que mais apoia "terroristas" da Turquia. A afirmação foi feita durante uma entrevista em Ancara e agrava o clima de tensão observado entre os dois países nos últimos meses.

De acordo com Çavusoglu, a Alemanha tolera os inimigos do Estado turco ao receber "de braços abertos" tanto membros do proscrito Partido dos Trabalhadores de Curdistão (PKK) quanto da confraria do pregador Fethullah Gülen. Este último, radicado nos Estados Unidos, é acusado de ser o mentor intelectual do fracassado golpe de Estado em junho deste ano.

"Pedimos à Alemanha a extradição de 4 mil membros do PKK e não nos entregaram nem um sequer. Mesmo sabendo que estas pessoas recolhem dinheiro de lá (para financiar a guerrilha)", disse o ministro.

Çavusoglu acrescentou ainda que "não é por acaso" que dois deputados do HDP, o partido da esquerda pró-curda, que estão sendo buscados desde a semana passada, estejam na Alemanha.

O ministro também acusou a Alemanha de hostilidade para com a Turquia. "Parece que Berlim não quer que a Turquia se desenvolva e progrida", avaliou.

Segundo Çavusoglu, a tensão diplomática se soma à já criada em junho por uma resolução do Parlamento alemão, que definiu os massacres de armênios em 1915 como "genocídio".

Na semana passada, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também acusou a Alemanha de apoiar o terrorismo, afirmando que o país se tornou um "importante refúgio para terroristas".

IP/efe/dpa

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