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Mundo

Premiê maltês diz que Mar Mediterrâneo está se transformando "em cemitério"

Uma semana após um naufrágio ter custado a vida de 339 pessoas, ao menos 34 refugiados morrem em acidente próximo a Lampedusa. Primeiro-ministro de Malta diz que europeus estão transformando Mediterrâneo "em cemitério".

Após novo naufrágio com barco de refugiados entre Malta e a ilha italiana de Lampedusa, o governo de Malta instou a União Europeia (UE) à ação. O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, afirmou neste sábado (12/10) que seu país se sente abandonado pela UE.

Em entrevista à emissora britânica BBC, Muscat afirmou que "até agora só escutamos palavras vazias da UE". O premiê maltês disse que seu país irá fazer pressão para uma mudança da política de migração para países do Norte da África e Oriente Médio – uma política que afeta diretamente Malta.

"Eu não sei quantas pessoas ainda têm de morrer para que aconteça alguma coisa. Do jeito que está a situação, estamos transformando o nosso próprio Mar Mediterrâneo em cemitério", declarou o primeiro-ministro.

De acordo com a agência italiana de notícias Ansa, o número de mortos na tragédia que aconteceu na noite desta sexta-feira, no Estreito da Sicília entre Malta e Lampedusa, subiu para ao menos 34. A maioria dos corpos foi levada para Lampedusa, alguns para Malta, afirmou a Ansa citando autoridades italianas. No total, 206 puderam ser salvas. Dessas, 143 foram levadas para La Valetta, capital de Malta, e outras 56 para Porto Empedocle, na Sicília.

O atual acidente ocorre somente uma semana depois de outra tragédia com barco de refugiados africanos, que tentavam entrar ilegalmente na Europa, ter custado a vida de ao menos 339 pessoas. Somente 155 refugiados sobreviveram ao acidente da semana passada. Ainda se encontram desaparecidas 51 pessoas.

Críticas a União Europeia

Malta Gerettete Bootsflüchtlinge 12.10.2013

Crianças estão entre sobreviventes de naufrágio levados para Malta

Além do primeiro-ministro de Malta, neste sábado, o arcebispo de Munique, Reinhard Marx, criticou a política europeia de asilo. "Atrás da tragédia de Lampedusa está o pensamento de evitar o máximo possível que alguém adentre o solo europeu", disse o arcebispo perante o conselho diocesano em Freising, nesta sexta-feira, acrescendo que "mesmo que a Europa não queira acolher qualquer um, não podemos deixar que ninguém morra nas fronteiras".

A bancada parlamentar do Partido Social-Democrata (SPD) em Berlim classificou a situação tanto nas proximidades quanto na próxima ilha italiana de Lampedusa como "uma vergonha para a Europa". De acordo com o diretor parlamentar do SPD, Thomas Oppermann, a Europa não faz jus às suas próprias reivindicações por liberdade e direitos humanos.

Oppermann afirmou que a imigração descontrolada de refugiados deve ser substituída por uma política comum de imigração da União Europeia. "Está errado que o governo alemão tenha obstruído isso até agora", criticou Oppermann.

Apesar dessas tragédias, barcos de refugiados continuam partindo do Norte da África em direção à Europa. A guarda costeira italiana informou que prestou ajuda a 85 migrantes de um barco que encalhou a cerca de 160 quilômetros ao sul de Lampedusa, e interceptou outro barco com 183 refugiados a bordo, pouco antes da costa da minúscula ilha italiana no Mar Mediterrâneo.

CA/dpa/rtr/afp

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