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Mundo

Premiê húngaro recebe Putin em meio a tensões entre UE e Rússia

Viktor Orbán destaca importância da Rússia para o fornecimento de energia da Hungria. Líderes acertam prorrogação de contrato dos húngaros com a empresa russa Gazprom. Protesto defende curso pró-europeu do país.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, encontrou-se nesta terça-feira (17/02) em Budapeste com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Depois de um encontro que durou várias horas, ambos disseram ter chegado a um acordo que permitirá a prorrogação do contrato de fornecimento de gás pela empresa russa Gazprom. O contrato venceria no final deste ano.

No setor de energia, a Hungria é fortemente dependente da Rússia, que fornece cerca de 60% do gás que os húngaros consomem. "Valorizamos nossa reputação de um fornecedor confiável de recursos energéticos na Europa e na Hungria", afirmou Putin. Segundo Orbán, há apenas detalhes técnicos a serem esclarecidos.

Os líderes também concordaram que a empresa russa Rosatom iniciará nesta primavera europeia a construção de duas unidades de reatores nucleares na única planta húngara e que Moscou ajudará ainda com um financiamento de 10 bilhões de euros para a construção.

A vista desta terça foi a primeira de Putin a um país da União Europeia desde junho e reflete as boas relações entre Rússia e Hungria. Enquanto várias países europeus criticam a Rússia por causa do seu suposto envolvimento no conflito no leste da Ucrânia, Orbán reafirma que a Hungria não pode virar as costas para seu principal fornecedor de energia.

O primeiro-ministro húngaro disse que respeita as sanções europeias à Rússia, mas também destacou o impacto negativo delas para os europeus. Segundo ele, a economia europeia não consegue ser competitiva sem a cooperação dos russos no setor energético e que a Hungria necessita da Rússia.

Antes do encontro, cerca de 2 mil pessoas participaram de um protesto pelas ruas centrais de Budapeste. A manifestação foi contra a presença de Putin na cidade e a favor de um curso pró-europeu para a Hungria. Os participantes exibiram cartazes com dizeres como "Não a Putin, sim à Europa" ou "Parem Putin".

AS/ap/dpa

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