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Alemanha

"Precisamos de novas respostas"

Em entrevista à DW-WORLD, o político turco-alemão Cem Özdemir comenta que apenas intensificar a segurança não basta para combater o terror.

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Muçulmanos não se sentem em casa

Na Alemanha vivem aproximadamente 3,5 milhões de muçulmanos, a maioria dos quais provenientes da Turquia. O ministro do Interior, Otto Schily, advertiu que "as gerações de imigrantes na Europa estão constituindo células de terrorismo pelo menos ideologicamente próximas à Al Qaeda". Schily disse que cerca de 500 islamistas estão sob permanente observação das autoridades alemãs e acrescentou que o extremismo é visto com receptividade por muitos jovens muçulmanos.

Cem Özdemir zur Integration von Migrantenkindern

Cem Özdemir (Partido Verde)

A DW-WORLD conversou com Cem Özdemir sobre o assunto. Özdemir, político turco-alemão do Partido Verde e do Parlamento Europeu, fala da migração e política de integração na Alemanha e na Europa, das relações da UE com a Turquia, da ameaça do fundamentalismo islâmico na Alemanha, das relações entre alemães e muçulmanos e sobre o que pode ser feito para acabar com o clima de suspeita.

DW-WORLD: Após os atentados de julho em Londres, ressurgiu na Alemanha a discussão sobre o potencial de radicalização islâmica entre a segunda e a terceira geração de imigrantes muçulmanos. Relatórios e estudos mostram que certos jovens muçulmanos são suscetíveis a idéias extremistas. Como explicar isso?

Cem Özdemir: As razões são complexas. Em parte, é um problema de integração, particularmente entre a população masculina jovem nas cidades grandes, onde há enormes problemas de educação, desemprego e marginalização. Isso foi o que mostrou o exemplo de Londres. Esses jovens nasceram e cresceram na Alemanha e deveriam pertencer à nossa sociedade, mas – subjetiva ou objetivamente – têm a sensação de que não fazem parte dela de fato.

Além disso, estamos lidando com um fenômeno totalmente novo: extremistas que aparentemente estão tentando contaminar esses jovens com seu veneno fundamentalista. Em Londres, vimos isso acontecendo em escolas paquistanesas e em madrassas (escolas islâmicas). É importante descobrir se algo semelhante está acontecendo aqui no país.

Na Alemanha, o debate tem sido dominado por propostas de intensificar a segurança. O ministro do Interior defende maior vigilância das mesquitas e maior facilidade de deportar fomentadores da discórdia. O que pensa destas medidas?

Não acredito que a intensificação da defesa nas frentes religiosas vá nos ajudar muito. Na verdade, só teremos alguma chance, se agirmos na base dos valores comuns e se os muçulmanos moderados cooperarem entre si e com as autoridades na luta contra o terrorismo.

Weitere Festnahmen in England

Londres em alerta após atentados de julho

O que precisamos por parte dos muçulmanos é de um maior grau de prontidão em cooperar com a polícia e com as estruturas de segurança, a fim de impedir que a religião seja instrumento de abuso. Acho importante o fato de diversas organizações islâmicas terem condenado claramente os atentados de Londres, por exemplo. Mas eles têm que ir adiante e ficar atentos para o que se passa nas mesquitas e entre os jovens e não hesitar em contatar a polícia em caso de suspeita.

Leia a seguir o que Özdemir tem a dizer sobre as tensas relações com os muçulmanos na Alemanha. >>>

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