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Economia

Preços dos combustíveis mudam hábitos dos motoristas

A alta do petróleo e o conseqüente aumento no preço de seus derivados durante muito tempo pareceu não influir nos hábitos dos motoristas na Europa Ocidental. Um estudo mostra, no entanto, que isto começa a mudar.

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Motoristas sonham com carros mais econômicos

Um estudo do Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas, de Berlim, revelou que no ano passado, pela primeira vez, os alemães usaram menos seus automóveis. Hartmut Kuhfeld, responsável pela pesquisa, disse que os alemães fizeram em média cerca de 3% menos quilômetros com cada veículo, revertendo uma tendência observada nos últimos anos. Antes, as pessoas preferiam economizar em outras áreas para poder continuar comprando gasolina, explicou.

Nas décadas passadas, o preço relativo do combustível na Alemanha vinha diminuindo, diante do poder aquisitivo cada vez mais alto da população. Se em 1960, por exemplo, era necessário trabalhar em média 14 minutos para comprar um litro de gasolina normal, em 1991 este tempo já se havia reduzido para apenas quatro minutos.

Também o preço dos automóveis diminuiu nas últimas décadas, embora o consumidor tivesse a impressão de que "tudo se tornou mais caro", conta Andreas Knie, do Centro Científico de Berlim para Pesquisas Sociais. Segundo ele, em comparação com os dados de que se dispõe de 1950 e 1960, os custos da automobilidade permaneceram estáveis por muito tempo ou até mesmo diminuíram.

O estudo de Kuhfeld, no entanto, aponta para o fim disso. De janeiro a dezembro do ano passado, o preço do litro de gasolina aumentou em média de 95 cents para 122 cents de euro. Não só os trabalhadores de baixo poder aquisitivo foram forçados a deixar cada vez mais o carro em casa, também os proprietários de veículos de luxo ou de médio porte sentiram no bolso o aumento do preço dos combustíveis.

Muda comportamento também dos ricos

É o que conta Stephan Thun, diretor europeu da empresa internacional de pesquisa de mercado Maritz Research e autor de um estudo feito na Alemanha, França e Reino Unido com mais de 1200 proprietários de veículos. "Também entre as classes de maior poder aquisitivo hoje em dia se dá preferência a carros menores para viagens a dois ou com a família."

As reações dos proprietários de veículos aos altos preços dos combustíveis variam de país para país. O número de alemães dispostos a encurtar suas viagens ou mesmo a abrir mão do carro nas férias é na Alemanha duas vezes maior do que na França, exemplifica Thun. Na França e no Reino Unido, a maioria renuncia a viagens mais curtas, consideradas supérfluas.

Onze por cento dos motoristas que participaram da pesquisa disseram ter trocado de emprego ou de moradia para economizar combustível. Em contrapartida, 22% dos alemães não mudaram seus hábitos por causa do aumento do preço da gasolina.

Mais da metade dos participantes (52%) sonham com carros mais econômicos. Esta tendência também é sentida na Alemanha, onde aumentam as vendas de carros a diesel, em detrimento das de carros a gasolina, conta Kuhfeld. Mas ao mesmo tempo ele adverte: nem sempre um carro novo significa economia de combustível.

O pesquisador do Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas explica que, nos últimos anos, o consumo médio dos carros a gasolina mal tem diminuído, enquanto nos movidos a diesel ele chega até a aumentar, "já que se compram carros cada vez maiores e com motores mais potentes".

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