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Mundo

Próximo encontro: Viena

Chanceler federal Gerhard Schröder retorna satisfeito da cúpula de Guadalajara, marcada pelos avanços para um acordo UE-Mercosul e a aposta num "multilateralismo efetivo".

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"Não encontrei aqui ninguém que tenha tomado uma posição crítica quanto a um assento permanente da Alemanha no Conselho de Segurança da ONU", declarou o chanceler federal Gerhard Schröder, antes de partir de Guadalajara de volta a Berlim. O chefe de governo alemão ressaltou o reconhecimento dos participantes da Terceira Conferência de Cúpula União Européia-América Latina e Caribe pela maneira "sensível e responsável com que a Alemanha atua no âmbito internacional".

Lateinamerika-Gipfel Bundeskanzler Gerhard Schröder in Mexiko

Chanceler federal alemão no México

Schröder vê boas chances de que se concretize o desejo alemão de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança. Antes do assento, porém — ressaltou —, tem que vir a reforma das Nações Unidas, um intento em que reinou consenso entre os representantes dos 58 países participantes, perfazendo um terço dos membros da ONU.

Consenso mas não aliança antiamericana

"Concordamos em que vamos nos empenhar conjuntamente por um sistema multilateral efetivo", declarou o presidente do México, Vicente Fox. Schröder, por sua vez, considera "notável" o consenso reinante entre europeus e latino-americanos no que diz respeito aos valores, mas também à forma de agir na política internacional.

Não obstante, evitou-se tudo que pudesse ser interpretado como a formação de uma aliança contra os Estados Unidos. Assim, o repúdio às torturas de prisioneiros iraquianos incluído na declaração final não faz nenhuma menção direta aos EUA.

Sem anúncios espetaculares

A Declaração de Guadalajara não tem sensações a oferecer. Seus 104 pontos constam em boa parte de confirmações, reiterações, consensos e compromissos sobre os temas mais diversos. O avanço mais concreto se delineia na questão do possível acordo entre a União Européia e o Mercosul. Os negociadores de ambas as partes são instruídos, no ponto 54, "a intensificar seu trabalho para que o resultado seja conseguido na data proposta de outubro de 2004".

Nas palavras de Pascal Lamy, o comissário de Comércio da UE, trata-se de um acordo muito especial, já que formaria "a mais ampla área de livre comércio do planeta". Resta esperar que o intento se concretize, confirmando também a afirmação de Schröder de que os europeus não vão perder os latino-americanos de vista, após a expansão do bloco para o Leste.

O avanço conseguido em Guadalajara permitiria então que a Quarta Conferência de Cúpula UE-América Latina e Caribe — que terá lugar em Viena a 12 e 13 de maio de 2006 — se realizasse num contexto econômico completamente diferente do atual.

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