Prêmio Sakharov vai para cinco ativistas da Primavera Árabe | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 27.10.2011
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Mundo

Prêmio Sakharov vai para cinco ativistas da Primavera Árabe

O Presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, disse que prêmio é "sinal de solidariedade para com o mundo árabe". Foram laureados ativistas da Tunísia, Egito, Líbia e Síria.

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Morte de Mohamed Bouazizi desencadeou Primavera Árabe

O Parlamento Europeu (PE) atribuiu nesta quinta-feira (27/10) o Prêmio Sakharov para a liberdade de Pensamento 2011 ao grupo de cinco ativistas da "Primavera Árabe". O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo presidente do Parlamento Jerzy Buzek, em Estrasburgo.

"Com este importante prêmio, o Parlamento da UE mostra sua admiração por aqueles que mudaram a situação em nossos países vizinhos", afirmou Buzek.

Os agraciados são o contestador tunisiano Mohamed Bouazizi - que recebe o prêmio a título póstumo - a ativista egípcia Asmaa Mahfouz, o dissidente líbio Ahmed al-Zubair Ahmed al-Sanusi, a advogada síria Razan Zeitouneh e o caricaturista sírio Ali Farzat.

European Parliament President Jerzy Buzek speaks during a media conference at an EU summit in Brussels, Friday, Feb. 4, 2011. EU leaders meet for a one-day summit on Friday, with energy, the eurozone debt crisis and unrest in Egypt set to dominate the agenda. (AP Photo/Thierry Charlier)

Buzek: prêmio é sinal de admiração por ativistas

Mohamed Bouazizi, o jovem mártir que colocou fogo em si mesmo no dia 17 de dezembro do ano passado em Sidi Bouzid, na Tunísia, morreu duas semanas depois. Este gesto desesperado desencadeou a revolta popular que posteriormente levaria à queda do regime de Zine El-Abidine Ben Ali em meados de janeiro.

A ativista egípcia é Asmaa Mahfouz, de 26 anos, uma das fundadoras do "movimento dos jovens do 6 de abril". Seu apelo pela paz, posto no site de compartilhamento de vídeos YouTube em 18 de janeiro, inspirou as concentrações na praça Tahrir no Cairo, que posteriormente levaram à queda do regime de Hosni Mubarak em fevereiro.

O ativista líbio é o dissidente Ahmed al-Zubair Ahmed al-Sanusi, de 77 anos, que foi o "preso de consciência" que esteve mais tempo na prisão (31 anos) por se opor ao regime de Muammar Kadhafi.

Os dois ativistas sírios são a defensora dos direitos humanos e advogada Razan Zeitouneh e o cartunista Ali Farzat.

Zeitouneh, de 34 anos, é uma das coordenadoras da revolta na Síria e está proibida de deixar o país. Farzat é um cartunista de crítica política que já publicou mais de 15.000 desenhos em jornais sírios, árabes e internacionais. Em agosto, devido aos "cartoons" publicados, as autoridades sírias amputaram-lhe as duas mãos.

Unanimidade

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Revoltas árabes levaram à queda de ditadores na Tunísia, Egito e Líbia

A decisão sobre os vencedores do prêmio foi tomada por unanimidade pelos presidentes de grupos políticos do Parlamento Europeu. O prêmio, de 50 mil euros, será entregue numa cerimónia especial durante a sessão plenária do PE no dia 14 de dezembro.

O prêmio Sakharov Para a Liberdade de Pensamento, que leva o nome do físico e dissidente político soviético Andrei Sakharov, é entregue anualmente pelo Parlamento Europeu desde 1988 a indivíduos ou organizações que tenham contribuído de forma notável para os direitos humanos e para a democracia.

BV/ lusa/ dpa
Revisão: Francis França

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