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Economia

Pouco consenso em relação ao orçamento da UE

Enquanto a França continua defendendo as subvenções agrárias, o Reino Unido insiste em manter seu desconto nas finanças do bloco. Presidente da Comissão da UE chama orçamento de 'esboço covarde' para uma mini-Europa'.

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José Manuel Durão Barroso e Angela Merkel na cúpula da UE em Bruxelas

Apesar das críticas pesadas de outros países-membros da UE, da Comissão Européia e do Parlamento Europeu, o premiê britânico Tony Blair rejeitou um acréscimo na transferência aos cofres do bloco no valor de 14 bilhões de euros, como propõe a França. Londres aceitou um aumento de oito bilhões de euros nas contribuições britânicas. E nada mais que isso.

A polêmica questão envolvendo a redução ou eliminação do desconto concedido pela UE ao Reino Unido é provável que acabe, desta forma, "em pizza". A presidência rotativa do Conselho da UE – no momento nas mãos de niguém menos que o Reino Unido – rejeitou outras propostas a respeito.

Rejeição conjunta

Tony Blair

Tony Blair: posição irredutível

Os britânicos até apóiam um fluxo maior de verbas em direção a países do Leste Europeu, defendendo, porém, uma proposta bem distante do que havia sido sugerido pela última presidência do Conselho da UE, nas mãos de Luxemburgo. Um diplomata britânico acentua que a idéia não havia sido rejeitada apenas pelo Reino Unido, mas também pela Holanda, Suécia, Finlândia e Espanha.

Mas não só o auxílio financeiro ao Leste do continente é ponto de discórdia entre os países do bloco. A França e a Alemanha, por exemplo, mantêm-se irredutíveis frente à problemática questão das subvenções agrárias.

Aumento de contribuições

Para Berlim, o mais importante é não acrescer ainda mais as contribuições a Bruxelas. "O governo se mantém relativamente flexível em relação à forma como vai atingir esse objetivo", afirma Peter Becker, do Instituto Alemão de Relações Internacionais e Segurança.

A Alemanha, maior economia da Europa, é também há muito a maior contribuinte aos cofres da UE, tendo sido responsável por cerca de 22% do orçamento de 2004, que girou em torno de 100 bilhões de euros.

"Esboço covarde"

Leere Kasse, klamme Finanzen

Controvérsias em relação às contribuições: quem paga quanto a quem na UE?

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, criticou duramente as propostas para o orçamento da UE, que classificou de "esboço covarde para uma mini-Europa". Perante o Parlamento Europeu, Barroso havia defendido, sem sucesso, que os britânicos deveriam abrir mão do desconto a eles concedido.

Em Bruxelas, um porta-voz do governo britânico previu um possível fracasso do encontro de chefes de Estado e governo, que se encerra em Bruxelas nesta sexta-feira (16/12). Até agora, tudo indica que o encontro de cúpula pode acabar sem uma decisão concreta a respeito dos limites do orçamento entre 2007 e 2013.

Berlim: ponte entre Paris e Londres?

Acredita-se, porém, que a Alemanha possa desempenhar um papel de mediadora. "Enquanto Paris se opõe ativamente ao desconto ao Reino Unido, os britânicos atacam com veemência a política de subvenções agrárias da França. Berlim, nos dois casos, desempenha um papel mais moderado e pode levar ao consenso", acredita Roman Maruhn, do Centro de Pesquisa Política Aplicada de Munique.

Apesar do otimismo do especialista, as expectativas de que os líderes reunidos em Bruxelas cheguem realmente a um acordo a respeito do orçamento do bloco parecem ser poucas.

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