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Economia

Pouca sensação, mas uma técnica sólida

O Golf é o carro mais popular da Volkswagen na Alemanha. Sua quinta versão começou a ser vendida em meados do ano passado. O ADAC – Automóvel Clube Alemão – testou agora o novo modelo e não poupou elogios.

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O Golf V: última versão do carro mais popular da VW

Lançado pela Volkswagen em 1974, o primeiro modelo Golf foi o sucessor do Käfer ("besouro"), que no Brasil recebeu o apelido de Fusca. Trinta anos depois, o Golf já chegou à sua quinta geração. E nenhum outro modelo de carro vendeu tanto em toda a história da indústria automobilística mundial: cerca de 22,5 milhões de unidades. Ele superou assim seu antecessor em aproximadamente um milhão de unidades vendidas.

Na época do seu lançamento, a técnica do Golf constituiu uma verdadeira revolução dos princípios seguidos até então pela Volkswagen: motor e tração dianteiros, refrigeração a água em vez de ar. Para os inúmeros adeptos e fãs dos automóveis da fábrica de Wolfsburg isto foi um verdadeiro escândalo. Mas a técnica implementado no Golf de 1974 era a mais moderna que existia na época e o carro logo se transformou num enorme êxito de vendas.

Quando o Golf V foi apresentado ao público alemão por ocasião do Salão Internacional do Automóvel de Frankfurt, em meados do ano passado, a grande expectativa cedeu lugar a uma certa decepção. O design do novo carro da Volkswagen mostrava basicamente as mesmas características do seu antecessor, com poucas modificações e correções: nada de sensacional. A evolução da linha Golf foi concentrada na parte técnica, que não chama a atenção à primeira vista.

Forma velha, técnica nova

Os estilistas da Volkswagen criaram inicialmente formas arrojadas para o novo Golf, mas foram contidos pela direção da empresa: nada de modismos que pudessem cansar logo os olhos dos clientes. A tarefa foi a criação de um carro com linhas modernas, mas sem extravagâncias. A evolução técnica é que deveria constituir o ponto alto do novo carro, mesmo oculta sob uma carroceria sisuda.

Seis meses depois do lançamento do Golf V, a revista ADAC Motorwelt testou a nova versão do modelo mais popular da Volkswagen. A revista é publicada mensalmente pelo ADAC – Automóvel Clube Alemão – e distribuída gratuitamente entre seus 14,6 milhões de associados. É uma das publicações mais respeitadas da Alemanha no tocante aos testes de veículos. E, segundo os peritos do ADAC, é de fato inteiramente nova a técnica escondida sob a carroceria do Golf V.

Muitos elogios, poucas críticas

Desde 1974, a revista do ADAC sempre mostrou-se empolgada com o Golf. Isto não mudou com a quinta geração do carro da Volkswagen. O resultado do teste é uma verdadeira lista de elogios à técnica do automóvel predileto dos alemães.

As críticas ficaram reduzidas praticamente a quatro pontos. No modelo testado, um cupê com motor a diesel, desagradou aos técnicos do Automóvel Clube Alemão o fato de que as janelas traseiras sejam fixas, não se podendo abrir nem mesmo uma pequena fresta. E ainda, a falta de um filtro de fuligem, que só poderá ser encomendado a posteriori a partir de meados do corrente ano.

Os outros dois pontos fracos, segundo ADAC Motorwelt, são a calefação muito fraca para temperaturas abaixo de -10ºC e a impossibilidade de levantar inteiramente os assentos traseiros para aumentar o volume do porta-malas. Somente os encostos das poltronas traseiras é que podem ser inclinados para a frente, o que não permite um piso de nível igualado no bagageiro ampliado.

Porém, as críticas foram consideradas de pouca importância pelo próprio ADAC. Na sua avaliação final, os peritos do Automóvel Clube atestaram ao VW Golf V uma técnica perfeita debaixo da carroceria tradicional. Eles elogiaram sobretudo o baixo consumo de combustível – entre 16 e 22 quilômetros por litro de óleo diesel – e lamentaram o elevado preço do automóvel, mais de 20 mil euros sem nenhum equipamento extra, o que corresponde aproximadamente a 72 mil reais.

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