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Mundo

Potências ocidentais ainda hesitam em atacar Síria

Presidente dos EUA, Barack Obama, ainda não decidiu sobre intervenção militar no país árabe. França e Reino Unido também esperam provas dos inspetores da ONU sobre suposto uso de armas químicas para avançar com decisão.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse durante uma entrevista à emissora norte-americana PBS que tanto ele quanto líderes aliados do país ainda não tomaram uma decisão final sobre uma eventual intervenção militar na Síria. Porém, Obama deixou poucas dúvidas sobre o fato de que, agora, a questão não é "se" há necessidade de intervir na Síria, mas "quando".

"Concluímos que o governo sírio, de fato, realizou os ataques [da última quarta-feira em Ghuta, no subúrbio de Damasco, com suposto recurso a armas químicas]. E, se esse for o caso, existe necessidade de "consequências internacionais", disse Obama, que há um ano atrás tinha definido ataques químicos como uma "linha vermelha" que, se cruzada, estimularia uma resposta da comunidade internacional.

Segundo ele, seria impossível, para a oposição, executar o ataque que, de acordo com ativistas oposicionistas sírios, deixou mais de 1.300 mortos.

"Eu não tenho nenhum interesse em começar uma guerra sem fim, mas nós precisamos nos assegurar de que um país que desrespeite normas internacionais quanto ao uso de armas químicas que poderiam nos ameçar seja punido", afirmou ainda Obama.

Debate sobre momento do ataque

Tanto os EUA quanto o Reino Unido e a França ainda hesitam, porém, em realizar um ataque militar contra a Síria. Primeiro, os três países querem provas concretas coletadas pelos inspetores das Nações Unidas que estão na Síria para apurar o ataque. Nesta quinta-feira (29/08), os inspetores partiram para Ghuta pelo terceiro dia seguido. De acordo com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, eles deverão deixar a Síria no sábado.

O presidente francês François Hollande: ponto final na violência na Síria

O presidente francês François Hollande: "ponto final" na violência na Síria

Definir o momento de um ataque militar contra a Síria também parece complicado no momento, segundo observadores, já que seria preciso esperar a saída dos inspetores da ONU do país. Nos EUA, aumenta a pressão contra Obama para que ele consulte o Congresso e consiga autorização dos legisladores para realizar o ataque. Até o final desta semana, o governo americano espera um parecer dos serviços secretos dos EUA sobre o caso.

Em Londres, o Parlamento deverá decidir nesta quinta-feira sobre uma declaração do governo britânico, que condena o uso de armas químicas na Síria e pede ações militares eventuais para impedir mais ataques desse tipo.

Em declaração também nesta quinta, o presidente francês François Hollande explicou que uma ação militar é "complicada para ser construída". Ao mesmo tempo, Hollande afirmou que a comunidade internacional deveria "colocar um ponto final na escalada da violência na Síria".

Apesar de haver sempre defendido uma solução política para o conflito na Síria, a chanceler federal alemã Angela Merkel também considerou uma reação internacional ao uso de armas químicas como "necessária".

Entre os países com poder de veto no Conselho de Segurança na ONU, no entanto, a Rússia voltou a reiterar sua posição contra um ataque – Moscou é aliado da Síria. EUA, França e Reino Unido já deixaram claro, no entanto, que o ataque poderia acontecer mesmo sem um mandato da ONU e sob coordenação de Washington.

O Irã, principal aliado de Damasco na região, alertou para um possível aumento nos ataques terroristas em todo o mundo e para uma "espiral de violência e de mais extremismo", como declarou o ministro do Exterior iraniano Mohammad Javad Zarif.

DM/dpa/rtr/afp

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