Potências boicotam negociação para banir armas nucleares | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 27.03.2017
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Mundo

Potências boicotam negociação para banir armas nucleares

Negociação começa em Nova York sem potências nucleares, como EUA, Rússia, China e Reino Unido. Países contrários à proibição argumentam que armas atômicas são necessárias para defesa.

Haley anuncia boicote à negociação

Haley anuncia boicote à negociação

As potências nucleares Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França estão entre os 40 países que afirmaram nesta segunda-feira (27/03) que não participarão das negociações da ONU sobre um tratado para banir armas nucleares.

A decisão foi anunciada pela embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikky Haley, ao lado dos representantes da França e Reino Unido. Halley argumentou que os EUA seguem acreditando na não proliferação, mas consideram necessário dispor de armas atômicas para sua defesa e a de seus parceiros.

"Como mãe, como filha, eu gostaria de um mundo sem armas nucleares, mas temos que ser realistas. Alguém acredita que a Coreia do Norte vai aceitar uma proibição das armas nucleares?", questionou Halley.

"Neste dia e hora não podemos dizer honestamente que podemos proteger nossa gente permitindo aos maus tê-las e aos bons, os que tentam manter a paz e a segurança, não tê-las", acrescentou.

O embaixador britânico Matthew Rycroft disse que seu país não participará das negociações porque não acredita que possam levar a um "progresso efetivo no desarmamento nuclear global".

O representante adjunto da França, Alexis Lamek, destacou que uma proibição imediata das armas nucleares vai contra o "enfoque progressivo" do Tratado de Não-Proliferação Nuclear e defendeu que atualmente não há as "condições de segurança" para dar esse passo.

Com exceção da Holanda, todos os países da Otan, decidiram não participar das negociações. China e Rússia – que junto aos EUA, França e Reino Unido são membros permanentes do Conselho de Segurança e têm arsenais atômicos – também se opõem ao processo. Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte, que também possuem armas nucleares, estão na lista dos que promoveram o boicote.

Apoio de mais de 100 países

Apesar da manobra, mais de 100 países deram início nesta segunda-feira, em Nova York, às negociações sobre um tratado para proibir as armas nucleares, com o objetivo de reduzir o risco de uma guerra atômica.

O início das negociações sobre um texto legalmente vinculativo foi decidido em outubro, com o apoio de 123 países-membros das Nações Unidas. A maioria das potências nucleares votou contra estas negociações (Estados Unidos, Israel, Reino Unido, Rússia) ou absteve-se (China, Índia, Paquistão).

A iniciativa é liderada por vários países, entre eles Áustria, Irlanda, México, Brasil, África do Sul e Suécia, e por as centenas de organizações não-governamentais.

CN/ap/rtr/lusa/efe

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