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Economia

Postbank chega à bolsa

As ações do Postbank começam a ser negociadas na bolsa. Após a redução do valor das emissões, analistas não esperam uma subida vertiginosa na cotação, nem uma queda brusca nos primeiros dias de negociações.

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Agência do Postbank em Düsseldorf

Após a redução do volume de ações lançadas – dos 82 milhões anunciados anteriormente aos 55 milhões de fato – o Postbank, banco com maior número de correntistas da Alemanha, deixa de ser um candidato à entrada no Dax, o índice das ações em Frankfurt.

Com dois dias de atraso, as ações do Postbank chegam nesta quarta-feira (23) à bolsa ao preço de 28,50 euros. A expectativa do mercado é moderada, principalmente após os recentes tumultos que envolveram o processo de subscrição das ações.

Desinteresse inicial

Originalmente, foi estipulado um valor entre 31,50 e 36,50 euros. Devido ao desinteresse dos grandes investidores, a direção do banco foi obrigada a reduzir o preço para uma faixa entre 28 e 32 euros.

Na noite da última terça-feira (22), foi enfim determinado o preço para o lançamento na bolsa – exatamente 28,50 euros, o que significa pouco acima da margem mínima estipulada. "Os investores nos mostraram, durante a fase de subscrição, que 31 euros por uma ação do Postbank era um preço muito alto. E não acredito que vão mudar de idéia tão rápido", comenta um especialista em entrevista ao diário econômico Handelsblatt.

Valor atraente

Os atuais 28,50 euros foram bem recebidos pelo mercado. "Esse preço de agora é atraente e deixa margem para cima", observa o administrador de fundos de investimento Gottgried Heller ao diário Süddeutsche Zeitung. Sem pagar um valor tão alto pelas ações, investidores pequenos e grandes contam com a possibilidade de ganhos. Se não imediatos, pelo menos a médio prazo.

Mais de 20% do volume das ações que chegam à bolsa estão nas mãos de investidores privados. Nas subscrições, foi dada preferência a funcionários do Postbank e do Deutsche Post, a empresa alemã de correios à qual pertence o banco.

Movimento no mercado

Galerie Klaus Zumwinkel Postbank

Klaus Zumwinkel

As previsões são de que a cotação na bolsa venha a se manter pouco acima do valor de emissão inicial. A importância da chegada do Postbank à bolsa está na espectativa de que o mercado financeiro alemão se movimente, após o longo período de abstinência de emissões, que perdurou até maio último. O tiro de largada, no entanto, quase saiu pela culatra. Primeiro surgiram boatos de uma possível fusão do Postbank com o Deutsche Bank, o maior banco alemão.

Em seguida, chegou às mãos da imprensa um comunicado interno do Deutsche Bank, avaliando as ações do Postbank abaixo do valor oferecido para as subscrições. Isso fez com que os investidores forçassem a diretoria do banco a reduzir o preço dos papéis antes da chegada à bolsa. A "indiscrição", segundo o presidente do Deutsche Post, Klaus Zumwinkel, terá custado ao Postbank "um bom volume de lucros". Este é o maior lançamento de ações na bolsa de valores de Frankfurt nos últimos três anos. Em maio último, duas empresas alemãs lançaram suas ações: a Mifa, o maior fabricante de bicicletas do país, e a Wincor Nixdorf, que produz caixas eletrônicos. Os dois casos, no entanto, são incomparáveis ao gigante Postbank, uma das mais lucrativas instituições de crédito do país e o maior banco alemão em número de correntistas: nada menos que 11,5 milhões.

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