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Copa do Mundo

Por recorde, Portugal tenta estragar a festa dos grandes

Equipe dirigida pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari enfrenta a França na segunda semifinal, em Munique, e tenta, pela primeira vez em sua história, chegar à decisão da Copa do Mundo.

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Figo é o maestro português

Na Copa que para o Brasil significa o alcance de recordes, Luiz Felipe Scolari tenta atingir uma marca que, de fato, geraria resultados. Cafu, Ronaldo e cia. se preocuparam em reescrever seus nomes nos livros de história e esqueceram os resultados dentro de campo, enquanto o treinador, por Portugal, busca atingir a final pela primeira vez na história do país.

E num duelo no mínimo curioso, nesta quarta-feira, em Munique, às 21 horas (16h de Brasília). Os portugueses, que têm ainda Deco como luso-brasileiro, enfrentam a França, algoz do time de Carlos Alberto Parreira nas quartas-de-final.

Vingança pró-Brasil? Não é isso o que Felipão pensa, nem de longe. À beira de assinar a sua prorrogação contratual com Portugal por dois anos, o técnico quer é fazer história. Mais história. Incomodar. Colocar o país que adotou no rol das grandes potências do futebol mundial. Ser, simplesmente, o único até hoje a levantar duas Copas do Mundo seguidas como treinador.

Se conseguir isso, Felipão vira rei "além-mar". Terá superado a histórica geração do ídolo nacional Eusébio, que há exatos 40 anos caiu na semifinal frente à Inglaterra que seria mais tarde campeã. Foi, até hoje, o melhor resultado do país na história do evento.

Felipão não será apenas alçado à condição de majestade. Antes disso terá dado a Portugal um destaque inédito, levando o país à glória nas finais dominadas por algumas das maiores nações do futebol. As outras três seleções são as grandes favoritas: Alemanha e Itália, ambas tricampeãs, e a França, campeã.

"Com todo o respeito à França, eu acho que nós podemos superar e vencer mais um grande jogo. É nosso sonho seguir adiante", disse o lateral-direito Miguel. "Pretendemos levar Portugal ao mais alto nível do futebol", emendou o atacante Postiga.

A história

Ela está ao lado da França. Pelo menos no que diz respeito aos duelos com Portugal. Os franceses enfrentaram o adversário em duas semifinais de Eurocopa, em 1984 e 2000, vencendo as duas e partindo rumo aos dois títulos.

Michel Platini foi o destaque da vitória por 3 a 2 em 84, e Zinedine Zidane, que derrubnou o Brasil no último final de semana, comandou os 2 a 1 de seis anos atrás.

"Eu acredito que será um jogo mais difícil do que contra o Brasi", afirmou o jovem Ribery. "Eles também têm bons talentos individuais, mas são melhores organizados como time", completou.

PORTUGAL x FRANÇA

Data: 5/7/2006 (Quarta-feira)

Local: Estádio da Copa em Munique

Horário: 21h (16h de Brasília)

Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)

Auxiliares: Walter Rial e Pablo Fandino (ambos uruguaios)

Portugal

Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Deco e Luis Figo; Cristiano Ronaldo e Pauleta

Técnico: Luiz Felipe Scolari

França

Fabien Barthez; Willy Sagnol, Thuram, Gallas, e Abidal; Makelele, Vieira, Malouda, Zidane e Ribery; Henry

Técnico: Raymond Domenech