Popularidade de Merkel cai para 48% e atinge pior resultado desde 2006 | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 28.05.2010
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Alemanha

Popularidade de Merkel cai para 48% e atinge pior resultado desde 2006

Alemães se mostram preocupados com a crise do euro e temem por suas economias. Maioria diz que uma grande coalizão entre conservadores e social-democratas teria mais sucesso no combate à crise.

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Westerwelle e Merkel: só 20% dos alemães aprovam governo

A crise do euro fez despencar a popularidade do governo conservador-liberal liderado pela chanceler federal alemã, Angela Merkel, segundo uma pesquisa divulgada na noite desta quinta-feira (28/05) pela rede de televisão ARD.

Apenas 20% dos pesquisados se declararam satisfeitos com o trabalho do governo, queda de 6 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Já 78% disseram estar insatisfeitos com o trabalho da coalizão entre CDU (União Democrata Cristã), CSU (União Social Cristã) e FDP (Partido Liberal Democrático), alta de 5 pontos percentuais em relação ao levantamento de abril.

É o pior resultado do governo alemão na pesquisa desde novembro de 2006. O levantamento é divulgado ao final de todos os meses durante o Tagesthemen, um dos principais telejornais da Alemanha.

Aprovação de Merkel em queda

A popularidade da premiê alemã também caiu. Merkel perdeu 10 pontos percentuais em relação ao mês anterior e recebeu aprovação de 48% dos entrevistados, menor índice obtido por Merkel desde novembro de 2006.

A chanceler federal caiu para a terceira posição na lista dos políticos mais populares do país, atrás do ministro da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg (61%), e da ministra do Trabalho, Ursula von der Leyen (50%).

Em útlimo lugar na lista de populuridade, que tem 12 posições, ficou o ministro do Exterior, Guido Westerwelle, que manteve o percentual de 24% de aprovação que tinha no mês anterior. Westerwelle é também o vice-chanceler federal e líder do FDP.

Crise do euro preocupa alemães

Apenas 22% dos entrevistados gostariam que o governo conservador-liberal mantivesse o trabalho que vem sendo feito diante da crise de endividamento que assola o euro. Já 58% afirmaram que uma grande coalizão entre CDU/CSU e SPD (Partido Social Democrata) faria o trabalho de forma mais satisfatória.

A pesquisa também mostrou que a crise traz cada vez mais preocupações aos alemães. Dos entrevistados, 54% disseram acreditar numa queda do seu padrão de vida e 67% declararam estar preocupados com suas economias.

Este é o percentual mais alto desde que a pergunta foi incluída na pesquisa, logo após o início da crise financeira mundial. Em outubro de 2008 o percentual era de apenas 37%.

Somente 34% disseram que o governo alemão implantou medidas corretas diante da crise do euro e 64% afirmaram que foi errada a decisão, tomada pelo governo alemão, de participar com 123 bilhões de euros do pacote de garantias para salvar a moeda comum europeia.

A pesquisa foi realizada nestas terça e quarta-feira (25 e 26/05) pelo instituto de pesquisas Infratest Dimap. Foram consultados, via ligação telefônica, mil eleitores em toda a Alemanha.

AS/dpa/ots

Revisão: Nádia Pontes

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