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Cultura

Popkomm recomeça em Berlim

Começa a 16ª edição da Popkomm, considerada a maior feira de música do mundo. O evento, que acontece pela primeira vez na capital após deixar Colônia, se estende por três dias de shows, feira e congresso.

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A cidade veste a camisa da Popkomm

Com um show na noite de terça-feira (28), a 16ª Popkomm, considerada a maior feira da indústria musical do mundo, abriu suas portas. Sob o lema "movin' music", o evento acontece pela primeira vez na capital ao longo de três dias de feira, congresso e festival. Apesar da severa crise que afeta a indústria fonográfica, principalmente por causa da transferência ilegal de arquivos musicais por computador, a feira espera encontrar uma saída do fundo do poço.

Mas a BMG e a EMI, duas gigantes do setor, já cancelaram a participação devido aos altos custos e, segundo o diário Frankfurter Allgemeine Zeitung, a Universal Music também já fez um ultimato à organização. "Se a Popkomm continuar, como era em Colônia, apenas uma festa, então ela é dispensável", avisa Frank Briegmann, presidente da unidade alemã da gravadora. "Estamos aqui para fazer negócios. Se isso não ocorrer, deixaremos de participar a partir de 2005."

Casa nova, vida nova

Popkomm Logo (MPB)

Logotipo do evento

Mesmo assim, a organização está confiante do sucesso que a capital poderá proporcionar. "Não se trata apenas da mudança de uma cidade para outra, mas de um novo começo", profetizou Ralf Kleinhenz, diretor-geral da feira que a cada ano vinha perdendo perfil. Em 2003, o número de visitantes havia caído quase 30% para 10.247 e o número de expositores, diminuído para 618.

Desta vez, segundo a organização, há 650 expositores vindos de 40 países. Entre 12 e 15 mil visitantes são esperados na Deutschland Halle, um pavilhão fora de uso, reformado apenas para a ocasião. Além disso, foi feita pela primeira vez uma parceria com um outro país europeu: a França estará presente com mais de 60 selos num estande de 145 metros quadrados.

A maior diferença em relação a Colônia, explica Kleinhenz, é o retorno aos clubes. Lá, o festival era acompanhado por um festival a céu aberto. Na capital, 1200 artistas apresentarão mais de 400 horas de música ao vivo em diversos clubes da cidade. Segundo ele, "Berlim merece o aposto de capital musical da Alemanha". Não apenas pela presença da Universal, da MTV e da Federação da Indústria Fonográfica, mas pela grande cena independente. "Eu acho que, no que diz respeito ao potencial musical, Berlim pode comparar-se a Londres e Nova York em vez de a outras cidades alemãs."

Hip hop garante sucesso

Popkomm 2004 Festival Fantastische Vier

Os rappers do 'Die fantastischen Vier', da esquerda para a direita: Thomas, Smudo, Andy e Michi

Na noite de abertura, grandes nomes do hip hop alemão subiram ao palco – um passo seguro da organização, garantindo assim a venda de bilhetes. Bandas da velha guarda do rap nacional, como Die fantastischen Vier e Fünf Sterne Deluxe, dividem o palco com novatos como Ferris MC e o reggae-man alemão Gentleman.

Outras atrações durante o evento são o rapper americano Ice T e o clássico Afrika Bambaataa, que tocam no mesmo palco que novatos como Northern Lite e Kid Alex. Fãs de queerbeat poderão ver, na mesma noite, Le Tigre e The Hidden Cameras. Quem preferir house music, pode escolher entre os DJs Mousse T e Ian Pooley, André Galluzzi e Josh Wink, e adeptos do tecno podem esperar por Paul van Dyk. Fãs de drum&bass podem ainda festejar os dez anos do selo inglês Metalheadz, com shows de Goldie e Grooverider.

Mas, apesar dos grandes nomes, a Popkomm espera ser também uma plataforma de lançamento de intérpretes e bandas ainda sem contrato.

Luz no fim do túnel

Popkomm 2004

As hostess Janine (e) e Hanna escutam as novidades

A feira está sendo aberta oficialmente pelo ministro alemão da Economia, Wolfgang Clement, nesta quarta-feira (29). No congresso, serão abordados temas como a expansão do segmento de toques para celular, o futuro dos videoclipes e a venda de música por internet e celular. Kleinhenz, no entanto, alerta que a venda de CDs ainda representa 86% do movimento, mesmo apesar da queda de 40% das vendas nos últimos seis anos. Hartmut Spiesecke, porta-voz da Federação Alemã da Indústria Fonográfica, reconhece sinais de melhora no setor. "Neste ano, ainda registraremos uma pequena redução das vendas, mas, no mais tardar a partir de 2006, voltaremos a crescer".

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