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Cultura

Pop puro, sucesso puro

Banda Pur lança seu 13º álbum, mais um forte candidato à sua farta coleção de discos de platina. Estilo musical permanece inalterado há 22 anos, dividindo público entre fãs de carteirinha e críticos da mesmice.

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Hartmut Engler, vocalista do Pur

É difícil encontrar na Alemanha uma banda de rock mais bem sucedida do que a Pur. Em 22 anos de carreira com a mesma formação, o quinteto coleciona vários discos de platina. Suas turnês nacionais atraem mais de um milhão de pessoas. Não há motivos para ser diferente com o novo álbum. Lançado esta semana, Was ist passiert? já lidera a lista dos mais vendidos no país.

Isto apesar de a banda ensaiar tomar um novo caminho. Na avaliação do site Laut.de, este é o álbum mais variado em ritmos. Nem por isto agrada aos críticos que reclamam da mesmice das baladas, que não acompanham a evolução do rock e da música pop. Desta vez, o grupo até aventura-se em Mehr als dein Verstand a misturar caos de sons eletro-pop, samples com toque árabe, seqüências de guitarras e coro bem Pur. "Realmente não combina", condena a resenha de Laut.de.

Ao lado de textos tocantes como Walzer für Dich, uma espécie de mensagem de despedida do vocalista Hartmut Engler a seu pai falecido, o disco oferece novamente composições de extrema superficialidade. Tal como a máxima filosófica de Engler no libreto que acompanha o CD: "Caminhar em direção à luz no fim do túnel é uma ocupação recompensadora." Para o site Laut.de, Was ist passiert? tem tudo para indignar a todos.

Era uma vez dois colegiais...

Os fãs, pelo visto, mais uma vez não estão nem aí para o que os entendidos acham e mantêm-se fiéis ao quinteto que começou a brotar em 1975, quando os colegiais Roland Bless e Ingo Reidl fundaram a banda Crusade, no povoado de Bietigheim, perto de Stuttgart. No ano seguinte, a eles se juntaria o vocalista e letrista Hartmut Engler, que tinha aulas de piano com Ingo. Em 1979, chegou o guitarrista, depois baixista, Joe Crawford, outro aluno de Ingo. Mais um ano e a banda ficaria completa com o guitarrista Rudi Buttas e decidiria trocar seu nome para Opus.

Seus primeiros LPs ( Opus I e Vorsicht zerbrechlich) foram produzidos em 1983 e 1985 e vendidos por eles próprios, na falta de interesse das gravadoras. O sucesso Life is life da banda homônima suíça Opus obrigou os cinco rapazes suábios a se rebatizarem em Pur. E a sorte brilhou.

Em 1986, o grupo derrotou 3 mil concorrentes no concurso nacional Bundesrockpreis, chamando a atenção dos empresários. No ano seguinte, Pur assinava contrato com a gravadora Intercord, um casamento mantido até hoje. Ainda em 1987, era lançado o LP Pur, tendo como faixa principal Hab' mich wieder mal an dir betrunken. O disco vendeu inicialmente 12 mil exemplares – hoje a soma está em quase 250 mil.

Chegando à hit parade

O LP seguinte, Wie im Film, em 1988, dobraria a vendagem do grupo e lhe renderia o prêmio Goldene Europa. A faixa Funkelperlenaugen se tornaria o primeiro sucesso do Pur além das rádios regionais do Estado de Baden-Württemberg. Em 1989, a banda entra na era do CD com Unendlich mehr, o que a levou a estrear na hit parade alemã e mais tarde a ganhar seu primeiro disco de ouro. No embalo, o quinteto apresenta-se em shows ao vivo de Tina Turner e Simples Mind.

A década de 90 começa com o primeiro single do grupo, Lena, a conquistar um lugar entre os top ten da Alemanha. No fim de 1990, é lançado Nichts ohne Grund, o primeiro a ser gravado em parte nos EUA. O álbum conquista o Prêmio da Crítica Alemã. A subida para o estrelato é rápida. A turnê iniciada em 1991 só termina em 1992 após mais de 100 shows. A ressonância convence o quinteto a editar seu primeiro CD ao vivo e Pur Live fica pronto no mesmo ano. As vendas superam um milhão de exemplares.

A ascensão prossegue com Seiltänzertraum em 1993. A produção chega ao segundo lugar da hit parade, mantendo-se na parada durante mais de um ano. Mais de 1,5 milhão de pessoas compram o álbum. Enquanto a legião de fãs cresce, os críticos resistem e acusam o Pur de compor melodias e letras bobas. Assim como a banda, a indústria fonográfica alemã despreza os comentários e condecora os suábios com o prêmio Echo, o mais importante do país.

Sucesso sem fim

O quinteto arrebenta então em 1995 com Abenteuerland, gravado em Nashville e mixado em Londres. Já antes do lançamento em agosto havia 500 mil exemplares encomendados – até hoje já vendeu mais de dois milhões. De cara o álbum assume a liderança do mercado. Em alguns dias, o CD responde por mais de 50% das vendas das lojas de discos. O primeiro lugar do ranking da Media Control Charts é defendido bravamente por várias semanas.

O sucesso arrebata e enriquece a prateleira de prêmios da banda com mais um Echo, além Goldene Kamera e Bambi. Depois do segundo CD ao vivo, Live – Die Zweite, em 1996, o grupo passa o ano seguinte dedicando-se à próxima produção. Em janeiro de 1998, Mächtig viel Theater repete a trilha de Abenteuerland, batendo novos recordes. Depois da maratona de compromissos, Engler, Ingo, Bless, Joe e Rudi dedicam 1999 a suas famílias.

20 anos juntos de novo dos primeiros fãs

Retornam em 2000 para subir mais um degrau com Mittendrin. Na turnê, fazem jus ao título, apresentando-se sempre em palcos centrais, com público por todos os lados. O encerramento acontece no ano seguinte em grande estilo, no recém-inaugurado estádio Auf Schalke, em Gelsenkirchen, e com a presença de muitos convidados do rock alemão, como Nena e Peter Maffay, mas também de acrobatas. O espetáculo vira CD ( 20 Jahre eine Band) e DVD, sendo apresentado também na tevê.

O jubileu de 20 anos do quinteto também merece uma turnê própria em 2001, embora modesta. Os suábios privilegiam shows em cidades pequenas do sul da Alemanha. Os próprios fãs elegem previamente pela internet o roteiro das canções de cada uma das apresentações.

Após mais um ano de pausa, é a vez agora de Was ist passiert? Desde esta semana, mais um capítulo do Pur está sendo escrito...

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