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Alemanha

Ponte virtual

A Deutsche Welle criou, juntamente com outras instituições, uma plataforma para o diálogo com o mundo islâmico: o portal Qantara.de.

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Artigos em alemão, inglês e árabe

Em árabe, a palavra qantara quer dizer "ponte". Um portal com esse nome, que entrou em rede a 13 de março, tem por objetivo justamente criar uma ponte para o diálogo entre as culturas européia e islâmica. A idéia para sua criação partiu do Ministério das Relações Exteriores, esclarece Lorenz Lorenz-Meyer, o redator responsável. A tarefa de implementá-la ficou a cargo de três instituições alemãs que têm por função básica a mediação no diálogo intercultural: o Instituto Goethe, o Instituto de Relações Internacionais e a Deutsche Welle. Mais tarde, a Central Federal para Formação Política também aderiu ao projeto.

O portal começou a ser preparado em outubro do ano passado. A equipe tinha por meta "conceber um site que oferecesse uma plataforma para o diálogo entre os alemães e o mundo islâmico", relata Lorenz-Meyer.

Cotidiano intercultural

A idéia básica reflete-se já na composição da equipe de redação: um alemão-iraniano, uma síria-alemã e dois redatores alemães que dispõem de muitos contatos nos países árabes, resultantes de seus trabalhos anteriores, dedicam-se à atual tarefa na sede da Deutsche Welle em Colônia.

Os conteúdos do Qantara.de são apresentados em três idiomas: alemão, inglês e árabe; os temas, fornecidos por todas as instituições que mantêm o portal. A DW contribui especialmente com reportagens jornalísticas e análises de fundo dos acontecimentos. Outros artigos são fornecidos pelas demais entidades, dependendo de quais sejam os pontos fortes de sua atividade. Os quatro jornalistas sozinhos não teriam condição de redigir o conteúdo em sua totalidade.

Ingo Mannteufel, que representa a DW no conselho redacional, explica que os temas variam conforme o público-alvo. Ou seja, as páginas em alemão dirigem-se a alemães — e outros ocidentais que dominem o idioma — interessados no diálogo com a cultura islâmica. As páginas em inglês e árabe, por sua vez, destinam-se principalmente a muçulmanos interessados no dialogo com os europeus em geral e os alemães em especial.

Decisão muito antes da guerra

Claro que o portal contém no momento informações atuais e de fundo sobre a guerra do Iraque. Mas, para Lorenz-Meyer, foi uma coincidência infeliz que o Qantara.de tenha entrado em rede às vésperas da eclosão do conflito. "Nós tratamos da guerra porque todo o mundo islâmico tem a ver com ela, o que vai se refletir no conteúdo das nossas páginas. Mas a nossa oferta é muito mais ampla", afirma. A guerra não é o principal assunto, nem a questão do terrorismo. Muito mais importante, segundo o redator, é o amplo leque de temas referentes a questões culturais, políticas e sociais.

O ingresso da Turquia na União Européia, o diálogo das religiões, o papel da mulher e correntes feministas no islã são apenas alguns exemplos dos temas abordados pelos artigos e especiais que se encontram no Qantara.de. Além disso, o portal oferece resenhas de livros, dicas sobre eventos e uma newsletter. Um abrangente banco de dados informa sobre projetos relativos ao diálogo com a cultura islâmica e uma coleção de mais de 100 links — selecionados por temas — remete a outros endereços na web que se dedicam ao diálogo intercultural.

O futuro promete surpresas, garante Mannteufel: "O que já está na internet é apenas o primeiro passo. É claro que pretendemos, a longo prazo, ampliar a cooperação e a idéia do diálogo, buscando parceiros nos círculos culturais islâmicos para o estabelecimento de contato e intercâmbio".

Convite ao diálogo

Para que o diálogo exista, é preciso que haja mais que um interlocutor. Por isso, acentua Mannteufel, todos os usuários do Qantara.de estão convidados a escrever para a redação expressando sua opinião, fazendo críticas e sugestões.

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