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Mundo

Policial que matou jovem negro em Ferguson pede demissão

Darren Wilson anuncia demissão do emprego, alegando querer garantir a segurança dos colegas de corporação e da comunidade. No início da semana, um júri decidiu não indiciá-lo pelo assassinato de Michael Brown.

O policial Darren Wilson, que atirou e matou em agosto o jovem negro Michael Brown na cidade de Ferguson, nos Estados Unidos, pediu demissão da polícia. Wilson, que havia sido absolvido pelo grande júri na última segunda-feira, anunciou a sua demissão em carta publicada pelo jornal St. Louis Post-Dispatch neste sábado (29/11).

No documento, Wilson justifica a demissão por motivos de segurança. "Esperava continuar o meu trabalho na polícia, mas a segurança de outros agentes e da comunidade são de grande importância para mim", diz um trecho da carta publicada pelo jornal da cidade de St. Louis, do estado do Missouri. "Tenho esperança de que a minha demissão permitirá que a comunidade se 'cure'."

Ainda esta semana, em entrevista à emissora americana ABC, Wilson lamentou o episódio, mas afirmou estar com a "consciência tranquila" e que voltaria a agir da mesma forma, pois temeu pela própria vida. Desde o ocorrido, Wilson estava suspenso do serviço policial.

A decisão do grande júri em não indiciar o policial pelo assassinato do jovem Brown resultou em uma

nova onda de protestos violentos nos Estados Unidos

. Prédios foram incendiados e dezenas de pessoas foram presas. O júri declarou não ter encontrado "nenhuma causa plausível" para indiciar Wilson.

Proteste gegen den Ferguson Urteil in Los Angeles 25.11.2014

Protestos em Los Angeles após o veredicto de não indiciar o policial Darren Wilson

Em 9 de agosto, Michael Brown, de 18 anos, foi baleado por Darren Wilson. As informações sobre as circunstâncias seguem contraditórias. A polícia alega que o jovem estava tentando roubar pacotes de cigarrilhas em uma loja e agindo de forma "agressiva". Já uma testemunha afirmou que, ao receber os tiros, Brown estaria de mãos levantadas. O episódio gerou indignação entre os habitantes de Ferguson e uma série de protestos se alastrou pelo país.

O Departamento de Justiça dos EUA instaurou uma investigação paralela para averiguar se houve ou não uma violação de direitos civis no caso e se a polícia local mantém

práticas discriminatórias

.

PV/lusa/ap/afp

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