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Mundo

Policiais alemães ativos em todo o mundo

Os especialistas da Polícia Federal alemã (BKA) iniciam em março próximo, nos Emirados Árabes Unidos, o treinamento de policiais iraquianos. A ajuda da polícia alemã é apreciada não apenas nos países do Golfo Pérsico.

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Policiais alemães embarcam para a capital afegã Cabul

Também a Alemanha dá a sua contribuição para a pacificação do Iraque, aproveitando para isso uma "porta dos fundos". O envio de soldados alemães ao Iraque não é desejado nem politicamente aceitável no momento. Em vez disso, o governo alemão envia agora policiais.

Um grupo de especialistas da Polícia Federal alemã (BKA) dará treinamento a 154 iraquianos, a partir de março próximo, em instalações localizadas nos Emirados Árabes Unidos. Trata-se principalmente de transmitir conhecimentos relacionados com técnicas criminalísticas, análise de pistas e coleta de informações no local dos crimes. Isso foi acertado pelo ministro alemão do Interior, Otto Schily, com representantes dos Emirados, durante sua recente visita de quatro dias à região do Golfo Pérsico.

Os Emirados Árabes Unidos assumiram todas as despesas de alojamento e manutenção dos policiais alemães, bem como dos seus colegas iraquianos, durante todo o período de duração do treinamento. "O governo federal alemão contribui apenas com as despesas de viagem", afirmou à DW-WORLD a porta-voz do Ministério do Interior, Isabel Schmitt-Falckenberg.

Ação em Kosovo

Maiores detalhes sobre a missão do BKA não foram divulgados até agora. Os Emirados Árabes Unidos serão, porém, o sexto país a receber policiais alemães em missão de paz. Segundo informações do Ministério do Interior, 439 policiais da Alemanha participam atualmente de missões no exterior. A maior parte deles, 323 pessoas, está atuando na região de Kosovo. Na Bósnia são 76, além de 20 na Macedônia, três na Geórgia e 17 no Afeganistão.

Os policiais cumprem diversas tarefas. Elas vão do treinamento de forças policiais e do combate às drogas e à corrupção, até ao controle do trânsito. "Em Kosovo, os policiais alemães assumem todas as tarefas policiais", afirma Uwe Mainz, coordenador das ações no exterior do Instituto de Formação e Treinamento da Polícia da Renânia do Norte-Vestfália. Na Bósnia, ao contrário, a tarefa dos alemães limita-se à observação e controle dos trabalhos da polícia local. No Afeganistão, prestam ajuda para a formação de uma polícia afegã.

Mandato da ONU

O envio de policiais a regiões de crise só é possível com um mandato da Organização das Nações Unidas (ONU), afirma Rüdiger Holecek do Sindicato da Polícia (GdP). Em outros casos, como agora nos Emirados Árabes Unidos ou no Afeganistão, são assinados acordos de cooperação bilateral com os países que recebem os policiais alemães.

Um exemplo de missão da ONU é a ação em Kosovo. "Lá já trabalharam forças policiais de 50 países ao mesmo tempo", diz Mainz. Ele próprio esteve em Kosovo durante um ano. A conseqüência foi uma enorme confusão, com o choque de diferentes filosofias policiais. "Os americanos, por exemplo, com sua mentalidade de xerife, logo colocam algemas em todos os detidos. Isso jamais seria feito por um policial indiano, a fim de não ofender a pessoa detida".

Os policiais alemães agem de maneira recatada, contemporizadora, procurando solucionar os conflitos. Evitam dar a impressão de brutalidade e intimidação. Tal receita parece dar resultado. "As pessoas respeitam isso", afirma Mainz. E também em função da sua boa formação, os policiais alemães adquiriram uma boa fama no exterior, ressalta também o sindicalista Rüdiger Holecek.

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