Polônia e Lituânia abrem caminho para negociações UE-Rússia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 26.05.2008
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Polônia e Lituânia abrem caminho para negociações UE-Rússia

Após o levante de veto da Polônia e Lituânia, ministros do Exterior europeus decidem por unanimidade, em Bruxelas, início de negociações com a Rússia. Ministros europeus saúdam parceira com países vizinhos do Leste.

default

Relações entre Europa e Rússia estavam estagnadas há um ano e meio

Depois de um ano e meio de estagnação nas relações entre a União Européia (UE) e a Rússia, os ministros das Relações Exteriores da UE decidiram, nesta segunda-feira (26/05) em Bruxelas, retomar as negociações sobre um acordo de parceria com Moscou.

Os ministros europeus aprovaram por unanimidade um mandado de negociações com a Rússia, que deverão começar antes do próximo encontro de cúpula entre a União Européia e a Rússia, a se realizar na Sibéria, em 26 e 27 de junho próximo. Dimitri Medvedev, novo presidente russo, deverá participar pela primeira vez da cúpula.

O novo acordo de parceria deverá constituir uma espécie de tratado fundamental da cooperação política, econômica e cultural entre a UE e a Rússia. Nos anos anteriores, as negociações entre a UE e a Rússia foram prejudicadas devido ao bloqueio da Polônia e, posteriormente, da Lituânia.

Reconciliação de "conflitos latentes"

Weißrussland Russland Öl Druschba Ölrafenerie in Mozyr

Lituânia quer reabertura do oleoduto de Drujba

Além de ser um parceiro economicamente muito importante da UE, a Rússia é também um parceiro muito difícil. Cerca de 70% das importações que a União Européia faz do país pertencem ao ramo energético. De Moscou, a UE compra 44% da sua demanda de gás natural e 27% de petróleo.

No ano passado, o volume de negócios com a Rússia girou em torno de 200 bilhões de euros. Politicamente, a aliança com a Rússia é também essencial.

Como assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, a Rússia tem um papel fundamental na política de Relações Exteriores da União Européia. A Rússia é contra a independência do Kosovo e bloqueou, até agora, qualquer tentativa da UE de acirrar sanções contra o Irã.

Relações complicadas

A partir de 2004, as relações com a Rússia se complicaram com a entrada de antigos países do bloco oriental na União Européia. Devido a uma disputa na exportação de carne para a Rússia, a Polônia bloqueara a nova parceria com Moscou. Mas foi a retirada do veto da Lituânia, no último final de semana, que abriu o caminho para as negociações.

Como condição, no entanto, Vilnius exigiu uma declaração adicional de que a UE e a Rússia negociarão a reabertura de um oleoduto que abastece a Lituânia, como também a perseguição de crimes do regime soviético e, em alusão às relações entre a Rússia e a Geórgia, a reconciliação de "conflitos latentes".

Proposta sueco-polonesa

Jean Asselborn Außenminister Luxemburg

Jean Asselborn adverte de uma divisão da UE

Para a União Européia, o principal ponto do novo tratado de cooperação com a Rússia promete uma maior segurança no fornecimento de petróleo e gás natural de Moscou. A Rússia, por seu lado, deseja um melhor acesso ao mercado europeu. Além disso, o novo tratado deverá procurar soluções para a concessão de vistos de viagem e cruzamento do espaço aéreo – problemas que há anos prejudicam as relações bilaterais.

De forma geral, a União Européia pretender melhorar, categoricamente, suas relações com os países vizinhos do Leste. Seguindo o exemplo da União do Mediterrâneo, sugerida pela França, a Suécia e a Polônia propuseram uma aproximação do bloco europeu com Armênia, Azerbaijão, Geórgia, Moldávia e Ucrânia.

Os ministros das Relações Exteriores da UE saudaram a proposta sueco-polonesa de uma Parceria do Leste. "Eu sou um entusiasta quando se trata de espalhar valores europeus por todas as partes da Europa", afirmou o ministro esloveno do Exterior e atual presidente do Conselho da UE, Dimitri Rupel, nesta segunda-feira em Bruxelas.

"Este ano será o Ano do Mediterrâneo, o ano que vem deverá ser o do Leste", comentou Alexandr Vondra, ministro tcheco encarregado dos assuntos europeus. Jean Asselborn, ministro do Exterior de Luxemburgo, também saudou a proposta de parceria, mas advertiu dos riscos para a coesão da União Européia: "Isto não deve se tornar um jogo: uns voltados para o Sul, outros para o Leste", afirmou.

Leia mais