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Alemanha

Políticos alemães pressionam EUA a fechar Guantánamo

Partido de Esquerda quer que Merkel inicie campanha européia pelo fechamento da prisão militar norte-americana em Cuba. ONG defende visto permanente e fim de inquérito contra ex-prisioneiro retornado à Alemanha.

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Prisão dos EUA em Cuba: com os dias contados?

Depois da libertação do turco-alemão Murat Kurnaz, detido durante quatro anos e meio em Guantánamo, lideranças políticas da Alemanha aumentam a pressão sobre os Estados Unidos para que fechem a prisão militar em Cuba.

"O melhor seria fechar o campo de prisioneiros o quanto antes possível", disse neste sábado (26/08) o encarregado da defesa dos direitos humanos do governo alemão, Günter Nooke (CDU). Ele sugeriu que a Alemanha se coloque à disposição para receber prisioneiros libertados sob determinadas condições.

"Guantánamo é uma vergonha para a democracia e o Estado de direito", disse o líder da bancada do Partido de Esquerda no Parlamento alemão, Gregor Gysi. "É preciso aumentar a pressão internacional sobre o governo norte-americano. A chanceler federal Angela Merkel deveria iniciar uma campanha na União Européia pelo fechamento da prisão", acrescentou.

No começo deste ano, antes de sua primeira visita a Washington, Merkel criticou a tática antiterror dos EUA e defendeu o fechamento de Guantánamo. A líder do Partido Verde, Renate Künast, disse que "também a luta contra o terrorismo precisa respeitar as regras do Estado de direito. Por isso, Guantánamo deve ser fechado".

Debate na CPI

Murat Kurnaz Bremer Taliban aus Guantanamo in die Türkei abgeschoben

Kurnaz, de volta à Alemanha

O Partido Liberal quer apurar na CPI do Serviço Secreto a declaração do advogado de Kurnaz de que o governo anterior, formado pelos social-democratas e verdes, rejeitou um pedido de transferência do prisioneiro para a Alemanha.

É preciso esclarecer se as autoridades alemães deixaram de se empenhar pela libertação do Kurnaz para não criar atrito com os EUA, disse o perito em segurança interna dos liberais, Max Stadler, ao jornal Berliner Zeitung. O governo rejeitou tal acusação.

A ex-encarregada dos direitos humanos do governo do SPD/Verdes, Claudia Roth, disse que à época não foi informada do caso. Também ela propôs que o assunto seja investigado pela CPI.

A ONG Bremer Friedensforum defendeu neste sábado a concessão de visto de permanência por tempo indeterminado a Kurnaz. Além disso, a Promotoria de Bremen deveria suspender o inquérito sobre o envolvimento do turco-alemão com terrorismo.

Kurnaz retornou na última quinta-feira (24/08) à Alemanha. Seus advogados disseram nos EUA que ele foi submetido a condições desumanas e foi torturado na prisão de Guantánamo.

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