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Alemanha

Políticos alemães condenam protestos "anti-islamização"

Em reação ao movimento Pegida, ex-chanceleres e representantes do partido de Merkel defendem uma Alemanha aberta e tolerante. Manifestações de caráter xenófobo encontram cada vez mais resistência no país.

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Luzes apagadas contra a xenofobia

No dia seguinte às mais recentes manifestações do movimento Pegida (sigla para "Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente"), dezenas de personalidades alemãs manifestaram-se nesta terça-feira (06/01) contra os protestos que vem reunindo milhares de pessoas pelo país.

Os ex-chanceleres federais Helmut Schmidt e Gerhard Schröder estavam entre as 50 personalidades do país que falaram contra o Pegida ao jornal Bild, que dedicou as três primeiras páginas de sua edição desta terça-feira ao assunto.

"Os protestos do Pegida apelam para preconceitos reprimidos, ódio aos estrangeiros e intolerância", disse o social-democrata Schmidt, que governou a Alemanha de 1947 a 1982. "A Alemanha precisa ficar aberta e tolerante."

Schröder, também social-democrata e que foi chanceler entre 1998 e 2005, disse ser "bom que os partidos democratas e as igrejas tenham adotado uma posição clara contra o Pegida".

O atual ministro das Finanças, Wolfgang Schäble, apresentou um argumento prático contra o movimento: "Slogans não podem mudar fatos: a Alemanha precisa de imigrantes, e nós precisamos ter o coração aberto para refugiados que necessitam".

Volker Kauder, líder da bancada da União Democrata Cristã (CDU) no Parlamento, declarou que os alemães não apenas amam sua pátria, mas também estão abertos ao resto do mundo. "Isso é parte do nosso sucesso e deveria continuar assim no futuro."

O coordenador técnico da seleção da Alemanha, Oliver Bierhoff, lembrou que muitos dos jogadores no time que venceu a Copa do Mundo no Brasil em 2014 têm raízes em outros países. Celebridades da indústria do entretenimento também condenaram publicamente o Pegida.

A polícia de Dresden estima que cerca de 18 mil pessoas tenham saído às ruas da cidade na noite de segunda-feira para protestar contra uma suposta "islamização" do país. Em outras cidades, como Berlim e Colônia, as

manifestações contrárias ao Pegida

reuniram mais pessoas do que as de adeptos do movimento.

LPF/epd/rtr/dpa/kna

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