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Mundo

Política européia comum para o Oriente Médio é uma meta difícil

Apesar da intenção de uma política externa comum, a União Européia está bastante dividida quanto à crise no Oriente Médio. DW-WORLD pesquisou em alguns países europeus para saber o que os divide quanto ao assunto.

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A UE apelou para uma 'cessação imediata das hostilidades'

Não obstante o esforço, a Europa ainda não conseguiu entrar em acordo quanto à crise no Oriente Médio. A possibilidade de envio de uma tropa internacional de paz para a região permanece em aberto, como também as opiniões de vários países europeus e seus principais parceiros.

EU berät in Brüssel auch zum Libanon

Laços históricos influenciam a atitude européia

Alguns países, incluindo a França, Suécia, Noruega, Eslováquia, Canadá, Alemanha, Turquia, Itália, Espanha, Bélgica e Irlanda, já expressaram seu desejo de participar em uma força de paz com o envio de tropas. Entretanto, um cessar-fogo e um mandato internacional são vistos como pré-requisitos para um envio de uma força de paz sob o comando da ONU, da Otan ou da União Européia.

Entre os europeus, existem esperanças de que o Oriente Médio, principalmente o Egito, venha a juntar-se à União Européia nos esforços de paz. A DW-WORLD deu uma olhada em alguns dos principais atores entre os países europeus para saber que pontos estão em jogo e por que eles não estão de acordo.

Alemanha

O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert declarou ao jornal Süddeutsche Zeitung que "não teria nenhum problema com soldados alemães no sul do Líbano... No momento, nenhuma outra nação está tão do lado de Israel como a Alemanha. Se a Alemanha pudesse contribuir para a segurança do povo israelense, isto seria uma tarefa recompensadora..."

A expectativa de Olmert quanto ao envolvimento alemão se justifica devido às relações estreitas que ambos os países desenvolveram depois da Segunda Grande Guerra, embora marcadas pelo peso da história.

KFOR Soldaten in Kosovo

Soldados alemães no Kosovo

A história da Alemanha a faz bastante relutante quanto ao envio de tropas de combate àquela região, o que explica a divergência entre o ministro da Defesa, Franz Josef Jung (CDU), que considera possível a participação alemã em uma tropa internacional de paz, e a chanceler federal Angela Merkel e o ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, que observam o assunto com muito mais cautela.

"Nós não rejeitamos um envolvimento na crise, mas estamos indecisos", declarou Angela Merkel à imprensa.

As opiniões divergem nos partidos políticos alemães. Alguns consideram que um envolvimento na resolução do conflito seria uma obrigação histórica da Alemanha. Já para o analista político da Deutsche Welle Peter Philipp, a história é uma boa razão para que a Alemanha fique fora da crise.

Mas a história não é a única razão para a hesitação alemã quanto ao envio de tropas. A Bundeswehr, as Forças Armadas alemãs, está bastante atarefada com outras regiões em crise, como o Congo e o Afeganistão, e seria muito difícil convencer a população do país da necessidade de participar da crise entre Israel e o Líbano.

Reino Unido

Aliado tradicional dos Estados Unidos, inclusive na guerra no Iraque, o Reino Unido, juntamente com a Alemanha, foi um dos países que apelaram pela "cessação das hostilidades" em vez de um cessar-fogo imediato na declaração conjunta dos ministros das Relações Exteriores da União Européia.

O primeiro-ministro libanês Fuad Siniora apelou a Tony Blair, entretanto, que apoiasse uma proposta de cessar-fogo imediato. Assim como os norte-americanos, o governo britânico apóia a idéia de um cessar-fogo gradual para que o Hisbolá possa ser enfraquecido antes do fim das hostilidades, já que o Exército libanês não é tão forte quanto o grupo extremista.

Com tropas no Iraque e no Afeganistão, os recursos britânicos estão parcos e o país não expressou o desejo de participar em uma missão de paz no Líbano.

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