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Mundo

Polícia turca invade grupo de mídia crítico ao governo

Empresa é acusada de financiar a "organização terrorista" formada por seguidores de um adversário de Erdogan. Invasão foi autorizada pela Justiça e ocorre quatro dias antes da eleição parlamentar.

Quatro dias antes da eleição parlamentar, a polícia turca invadiu nesta quarta-feira (28/10) o prédio do grupo de mídia crítico ao governo Koza Ipek, em Istambul. A ação foi autorizada pela Justiça, que determinou um novo administrador para a empresa. O local é sede das emissoras de televisão Kanaltürk e Bugün TV.

A invasão policial foi transmitida ao vivo pela Bugün TV. Forças de segurança usaram gás lacrimogêneo contra funcionários do grupo, que tentavam impedir a entrada da polícia. Do lado de fora, manifestantes protestavam contra a ação, gritando slogans em favor da liberdade de imprensa.

O Koza Ipek é ligado a Fethullah Gülen, líder islâmico e opositor do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Gülen, que já foi um apoiador de Erdogan, entrou em guerra com o governo há dois anos, quando promotores iniciaram uma investigação de corrupção envolvendo pessoas próximas ao presidente turco.

Desde então, Erdogan acusa Gülen de ter influência em tribunais, na polícia e na mídia, formando uma "estrutura paralela" com o propósito de derrubar o governo. Vários policiais e oficiais de Justiça, suspeito de ligação com Gülen, foram afastados. Exilado nos Estados Unidos desde 1999, o opositor nega as acusações.

Um tribunal determinou na segunda-feira que a empresa fosse colocada sob supervisão do Estado e administrada por um administrador judicial. O Koza Ipek é suspeito de financiar e apoiar a "organização terrorista" formada pelos seguidores de Gülen, além de ser usado para a lavagem de dinheiro. No início de setembro, a polícia realizou buscas em várias sedes do grupo na capital, Ancara.

Türkei Polizei stürmt regierungskritischen Fernsehsender

Manifestantes protestam contra a invasão do grupo de mídia Koza Ipek, em Istambul

Críticas da UE

A União Europeia (UE) criticou a ação contra o grupo de mídia. "A Turquia precisa, como qualquer outro país que negocia a adesão a UE, garantir que os direitos humanos sejam respeitados, isso inclui também o direito à liberdade de expressão", afirmou a porta-voz da chefe de política externa da Comissão Europeia, Federica Mogherini.

A porta-voz disse ainda que os últimos desenvolvimentos são preocupantes e ressaltou que a União Europeia continuará a observá-los rigorosamente.

O governo de Erdogan é constantemente criticado por suas ações restritivas contra jornalistas. A pressão sobre a imprensa aumentou poucos dias antes da eleição, marcada para o próximo domingo.

CN/dpa/rtr/afp

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