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Mundo

Polícia turca cerca jornal e reprime protestos com violência

Após tribunal ordenar estatização de publicação crítica ao governo, polícia usa gás lacrimogêneo e balas de borracha contra manifestantes em frente ao diário "Zaman". UE e EUA exortam respeito aos valores democráticos.

A polícia turca usou neste sábado (05/03) gás lacrimogêneo, canhões d'água e balas de borracha contra uma multidão de manifestantes em frente aos escritórios do jornal Zaman, o de maior circulação do país.

Os protestos ocorrem após um tribunal de Istambul ordenar, nesta sexta-feira, que a administração do diário, conhecido pela sua posição crítica ao governo do presidente Recep Tayyip Erdogan, fosse passado à gestão pública.

A

medida provocou protestos

de grupos de direitos civis, políticos da União Europeia (UE) e levou centenas de manifestantes às ruas da metrópole turca. A edição em inglês deste sábado do Zaman, impressa antes da determinação judicial, traz uma capa completamente preta com a manchete "Dia vergonhoso à imprensa livre na Turquia".

Jornalistas do Zaman voltaram a trabalhar neste sábado em meio a uma forte presença policial. Muitos publicaram fotografias nas redes sociais mostrando forças especiais armadas montando barricadas e atirando bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão. Um repórter do diário disse à agência de notícias alemã DPA que dezenas de policiais invadiram a redação e levaram o editor-chefe da publicação.

A aquisição forçada do jornal por parte do governo turco provocou indignação entre grupos de direitos civis e aumentou as preocupações sobre a liberdade de imprensa na Turquia. O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmou que levará suas preocupações ao primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, que deverá visitar Bruxelas nesta segunda-feira.

O comissário para Ampliação da UE, Johannes Hahn, disse estar "extremamente preocupado" com a invasão do diário, "que coloca em risco o progresso" feito pela Turquia em outras áreas. Em sua conta no Twitter, ele advertiu que a Turquia, que há bastante tempo busca sua adesão à UE, precisa "respeitar a liberdade dos meios de comunicação".

Os Estados Unidos disseram que a ordem judicial foi "a mais recente de uma série de ações judiciais preocupantes tomadas pelo governo turco tendo como alvo meios de comunicação e outros críticos".

O porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby, pediu que as autoridades turcas "garantam que suas ações defendam os valores democráticos universais consagrados na própria Constituição do país".

PV/ap/afp/dpa/epd

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