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Mundo

Polícia prende suspeito de massacre em igreja nos EUA

Dylann Roof, de 21 anos, é apontando como autor dos disparos que mataram nove pessoas em tradicional congregação da comunidade negra em Charleston, na Carolina do Sul. Jovem havia ganhado pistola de presente do pai.

O homem suspeito de matar nove pessoas numa tradicional igreja da comunidade negra da cidade de Charleston, na Carolina do Sul, foi preso, disseram autoridades nesta quinta-feira (18/06), dia seguinte ao massacre.

Dylann Roof, de 21 anos, foi detido no estado vizinho da Carolina do Norte, segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch.

O crime ocorreu na noite desta quarta-feira na Igreja Episcopal Metodista Emanuel African, construída em 1891. Seis mulheres e três homens foram mortos por disparos, entre eles o pastor e representante democrata no Senado da Carolina do Sul, Clementa Pinckney.

Carson Cowles, tio de Roof, disse que reconheceu Roof numa foto divulgada pela polícia e o descreveu como "quieto e de fala tranquila". Segundo o tio, o jovem havia ganhado do pai uma pistola de calibre 45 como presente de aniversário neste ano.

Uma das fotos do jovem no Facebook mostra-o vestindo uma jaqueta preta com remendos da bandeira sul-africana da época do apartheid, além da bandeira da Rodésia (nome do atual Zimbábue quando o país era governado pela minoria branca).

O ataque desta quarta-feira foi um dos piores a um local de culto nos EUA dos últimos anos. "A única razão pela qual alguém entra numa igreja e atira nas pessoas que estão rezando é ódio", declarou o prefeito de Charleston, Joseph Riley.

O caso ocorre justamente em meio a uma onda de tensão racial no país, com a população protestando contra ações policiais contra cidadãos negros desarmados. Há dois meses, um policial branco matou a tiros o negro Walter Scott, na vizinha North Charleston.

O presidente Barack Obama disse nesta quinta-feira que o incidente na Carolina do Sul mostra a necessidade de uma avaliação nacional sobre a violência à mão armada. "Em algum momento, temos que reconhecer que esse tipo de violência em massa não ocorre em outros lugares com essa frequência. Está em nossas mãos fazer algo sobre isso."

GB/ap/afp

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