1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Brasil

Polícia pede prisão de sete pessoas por desastre em Mariana

Ricardo Vescovi, presidente licenciado da Samarco, e outras seis pessoas foram indiciadas por homicídio doloso qualificado, inundação e poluição de água potável. Penas podem chegar a 30 anos de reclusão.

A Polícia Civil de Minas Gerais decretou nesta terça-feira (23/02) a prisão preventiva do presidente licenciado da Samarco, Ricardo Vescovi, e de outros cinco funcionários da empresa, devido ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Além de Vescovi, o diretor de operações Kléber Terra, a gerente de geotecnia Daviely Rodrigues, o coordenador técnico Wanderson Silvério, o gerente de operações Wagner Milagres e o gerente de projetos Germano Lopes foram indiciados por suspeita de homicídio doloso qualificado, inundação e poluição de água potável.

O engenheiro da VogBR Samuel Loures, responsável pela declaração de estabilidade da barragem do Fundão, também teve prisão decretada. A empresa prestava serviços à Samarco, que é subsidiária da Vale e da BHP, na época do acidente.

A Polícia Civil pede que os indiciados respondam 19 vezes pelo crime de homicídio, referente a cada uma das vítimas do desastre. Dezessete corpos foram encontrados, e dois permanecem desaparecidos. A pena varia de 12 a 30 anos de reclusão.

O rompimento da barragem no dia 5 de novembro do ano passado formou uma enxurrada de lama que destruiu o distrito de Bento Rodrigues e poluiu toda a extensão do Rio Doce até a foz, no Espírito Santo.

Três meses de investigações

O inquérito que investiga as 19 mortes provocadas pelo acidente tem quase 2.500 páginas e mais de cem depoimentos. Após três meses de investigação, a polícia concluiu que falhas de monitoramento e defeitos em equipamentos provocaram o desastre. A principal causa foi a liquefação de rejeitos, com a estrutura da barragem passando do estado sólido para o líquido.

Segundo o delegado Rodrigo Bustamante, responsável pelas investigações, os indiciados foram omissos e assumiram o risco de causar um acidente. O crime ambiental e as validades das licenças da Samarco serão apurados num segundo inquérito.

KG/efe/ots

Leia mais