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Mundo

Polícia identifica autores dos atentados de Londres

Câmeras de vídeo nas estações de metrô de Londres registraram imagens dos supostos autores dos primeiros atentados suicidas na Europa. Eles teriam nascido na Inglaterra.

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Polícia usou detector de explosivos (à esq.) nas buscas em Leeds

Seis dias após os atentados de Londres, tudo indica que a polícia britânica conseguiu identificar os autores dos primeiros ataques suicidas ocorridos na Europa. Uma câmera de vídeo posicionada na estação de metrô King's Cross filmou a chegada de quatro suspeitos à capital inglesa. Pelo menos um dos terroristas morreu durante as explosões que causaram dezenas de vítimas fatais e 700 feridos. Quanto ao destino dos outros três supostos criminosos a polícia não revelou detalhes.

Segundo informações da mídia britânica, os quatro suspeitos são de origem paquistanesa, mas nasceram na região de Leeds, no norte da Inglaterra. O jornal Times inclusive já mencionou dois nomes: Hasib Hussein, de 19 anos, e Shehzad Tanweer, de 22 anos, dois amigos que até agora não tinham ficha na polícia. Os outros dois teriam um perfil semelhante.

Os Conselho dos Muçulmanos no Reino Unido mostrou-se chocado com as novas revelações dos investigadores. "Há indícios de que nossos jovens estejam envolvidos com os terríveis ataques com bombas contra pessoas inocentes na semana passada", disse o secretário-geral da entidade, Iqbal Sacranie.

Explosão controlada

Os avanços decisivos nas investigações ocorreram nesta terça-feira (12/07). Em Leeds, a polícia interditou várias ruas, retirou mais de 500 pessoas e cercou uma casa. Para garantir o acesso a ela, especialistas em explosivos do Exército britânico realizaram uma explosão controlada, segundo relatos de um policial. Ao todo a Brigada Antiterrorista da Scotland Yard revistou cinco casas na cidade situada no norte da Ingaterra.

Segundo a edição online da Spiegel, foram impressões digitais encontradas nos restos da bomba que arrebentou o ônibus de dois andares que conduziram os investigadores a um grupo de imigrantes paquistaneses que vive em Leeds. O autor dessa explosão teria morrido no atentado – seus familiares teriam anunciado seu desaparecimento já na manhã do dia 7. Ainda não haveria certeza sobre se o demais terroristas também morreram, afirma a revista.

Imagens de suspeitos

Centenas de policiais atuam na busca dos autores dos atentados. Só a avaliação de 2500 rolos de filmes das câmeras de vídeo e das duas mil dicas dadas pela população, via telefone, já constitui uma tarefa gigante. A polícia britânica também pediu o envio de fotos tiradas inclusive com telefones celulares para avaliação.

Um dos filmes, da câmera na estação de King's Cross, registra justamente a chegada de quatro suspeitos, 20 minutos antes das explosões, declarou Peter Clark, chefe da Brigada Antiterrorista de Londres. "Acredito que em questão de dias teremos fotos de um ou mais suspeitos", disse um funcionário ligado a forças européias de segurança ao jornal Financial Times.

Médicos legistas trabalham na identificação de dois cadáveres retirados do ônibus em que ocorreu a detonação. Segundo o jornal The Times, "supostamente se trata das pessoas que embarcaram no ônibus com a bomba".

Terroristas usaram material militar

Os peritos estão analisando objetos encontrados nos locais dos crimes para descobrir o tipo de bomba que foi usado e, desta forma, chegar aos possíveis terroristas. Um especialista já confirmou que foi usado material explosivo originário de munição militar.

Em entrevista à DW-WORLD, na sexta-feira (08/07), o perito alemão em terrorismo, Thomas Wandinger, do Instituto de Política e Estudos Internacionais de Munique, já havia antecipado a suspeita de que os terroristas poderiam ter usado um explosivo sintético como o Semtex, também destinado a fins militares.

Segundo o perito em explosivos da Universidade de Munique, Thomas Klapötke, "as cargas eram muito pequenas ou seu posicionamento evitou uma tragédia ainda maior". O primeiro-ministro britânico Tony Blair disse que o número de mortos no ataques da última quinta-feira pode ultrapassar os 70. Há 52 mortes confirmadas, 700 pessoas saíram feridas dos atentados e 30 ainda continuam desaparecidas.

O diretor do Instituto de Pesquisas sobre Terrorismo e Política de Segurança de Essen, Rolf Topoven, explicou que "os ataques foram minuciosamente planejados e mostram que a Al Qaeda e as organizações inspiradas por ela continuam plenamente em condições de agir. "O fato de que, durante a cúpula do G-8, puderam atacar simultaneamente em diversos pontos, mostra que eles estão bem organizados e que seu sistema funciona perfeitamente".

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